Vida de homossexual é tipo o centro de SP, um lixo!

A vida de homossexual que gosta de homens somente heterossexuais é um lixo igual ou pior ao centro de São Paulo, um lixo, uma bosta! Mas espiritualistas dizem que pode ser uma “missão”, o que você acha?

Você sai para distrair a cabeça na rua e lá na frente acaba vindo em sua direção, um cara mauricinho, bonitão, atraente, que deve ter mil namoradas e que ainda deve pegar a filha de cada uma delas às escondidas,
pois bem, ele te olha rapidamente, percebe que você é gay, vira os olhos para cima em sinal de desaprovação, depois começa a te olhar feio e vai embora. Você se sente como? Um lixo! Você é o para-raios de ódio dos homens e sabe que não tem satanás que dê um jeito.

E o seu corpo, o que faz? O seu corpo só sabe sentir tesão no cara errado, não por ele ter lhe olhado feio mas sim por ele ser homem de verdade, bonito, másculo e calhorda. A seleção natural explica por que nós gostamos mais dos homens que não prestam: o nosso corpo os acham mais fecundos, fortes e com o sistema imunológico melhor, acontece que somos gays, não precisamos escolher um parceiro que procrie indivíduos melhores para perpetuarmos a merda da espécie!
Ah, mas vai explicar isso para a droga do nosso cérebro, não é mesmo? Não adianta! Sem falar que não se trata de escolher o homem errado, afinal
de contas, nem os nerds que usam cabelo channel, óculos e sandálias com meia branca, nos querem.

Aí você chega em casa fingindo que está tudo “bem” por ter visto vários gatos heteros na rua, nenhum te deu confiança e você pensa: vou descontar toda a minha frustração na comida e na internet até morrer!
Aí você come, come, come e não se satisfaz, procura, procura, procura sabe-se lá o que na internet e não encontra, nas redes sociais ninguém lhe curte, ninguém tá nem aí pra você, claro, você não é mulher! Você se sente uma besta completa que nasceu no lugar errado, na hora errada. Mas enfim, o propósito inconsciente dessas compulsões deve ser de alguma forma procurar alguma doença que lhe tire a vida ou compensar a sua serotonina.

Uma vez eu vi no TikTok uns adolescentes rirem de uma travesti velha, moradora de rua, por ela ter virado a eles e ter dito que já não era mais viva, ela riu e disse aos jovens que não estava mais viva, a na ignorância peculiar de todo adolescente, eles acharam aquilo engraçado achando que a travesti estava doida, mas não,ela era super lúcida! Quando uma pessoa como nós, gays, à margem da sociedade, nasce pobre, sem estudo,
sem ânimo para ir à uma faculdade por saber que lá é reduto de heteros bonitinhos que nos farão você sofrer feito um cão, podemos dizer que estamos de certa forma, mortos! Sim, mortos! Ou você acha realmente que um gay como eu, na altura dos seus 56 anos de idade a vida irá mudar e encontrar o grande amor da sua vida na esquina e prosperar intelectualmente a ponto de bancar uma qualidade de vida melhor? Ah, por favor, na idade em que eu me encontro o corpo é que nem carro velho: a cada hora uma peça quebra e o pique já não é mais o mesmo para eu me entregar de corpo e alma, à uma empresa para conseguir um sustento, por isso sim, quem está como nós e com a nossa idade, está virtualmente morto, socialmente morto.

É… Aí você vai deitar e dormir com ódio para se preparar para o próximo dia que será a mesma merda provavelmente, e aí, a porra do seu vizinho hétero começa a gemer por estar transando loucamente com uma vadia “gostozinha” qualquer que faz tudo aquilo que durante todas as décadas de existência da sua porca vida você sempre quis fazer, parece provocação mas acontece! O que fazer? A primeira coisa que se passa na mente da gente nesse momento é se dar um tiro na cabeça e acabar com essa palhaçada toda. Mas daí você lembra daquele papo do povo que acredita em vida depois morte e que diz que se você se matar, nasce de novo pra reviver tudo o que já viveu até aqui, só que de forma piorada. Nossa! Só de pensar em ter de aturar tudo aquilo que aturei como brasileiro, negro, pobre e homossexual passivo que gosta só de heteros, eu tenho medo e prefiro não arriscar! A minha vida dá vontade de vomitar.

Daí vendo um desses programas de Experiências de Quase Morte no Youtube, eu vi um caso de um advogado chamado Dilto que teve
um acidente e que ficou por isso na cadeira de rodas, ele disse ter visto o outro mundo, inclusive viu parentes já falecidos e um irmão que acabou não nascendo, a mãe confirmou posteriormente que havia perdido
um filho mas nao havia contato a mais ninguém além do seu pai.

O advogado Dilto disse que não é questão de acreditar ou não se o outro lado existe, é certeza mesmo, ele era revoltado como eu sou, afinal, ele foi sacaneado pela vida também: nasceu com paralisia cerebral e suas
complicações pelo corpo, ele teve duas EQMs e lá no além (dimensão X) o mandaram escrever um livro sobre o fato, o espírito do seu irmão abortado lhe ajudaria na tarefa, ele reclamava que não tinha dinheiro para bancar a confecção ,os seres da dimensão X diziam que ele era muito cabeça dura por só querer pensar na questão impeditiva do dinheiro, misteriosamente depois de um tempo, um banco fez uma confusão bizarra com uma conta de telefone dele que o premiou, sem querer, com um seguro de vida e invalidez que lhe deu uma grana considerável.

O advogado Dilto disse que temos missões firmadas na dimensão X e que devemos cumpri-las aqui. Queria eu saber quais penalidades
você sofre se não cumpri-las, mas isso o canal não me disse. Eu não sei se foi ele quem disse isso que irei dizer, mas não importa, a mensagem também foi dada por quem teve uma EQM: as coisas pedidas nós podemos ter mas não no nosso tempo e sim no tempo dos deuses da dimensão X.
Bom, eu sempre quis namorar, fazer sexo com quem eu bem escolhesse sem precisar de me humilhar, sem precisar me submeter a levar um fora, ser rico ou pelo menos não ser miserável, não morar nesse albergue que virou o Brasil em sua grande parte, ser uma vida digna, mas enfim, isso é coisa pro Neymar, não pra mim…

Antes de mais nada eu gostaria de dizer aos leitores desse blog que essa tal missão, na maioria das vezes, não é algo grandioso, ainda mais se você nasce numa situação de merda social como eu nasci. Não pense que a sua missão é descobrir um novo país, colonizá-lo e ter o seu nome marcado na história ou ser o novo Bill Gates, isso é para poucos, geralmente a sua missão é aturar desaforo de gente chata da sua família ou do seu emprego e ter umas doencinhas graves de brinde… Vem tudo num combo, nada mais.

Aí eu fico pensando: e qual será a minha missão? Será que em alguma suposta vida eu fui alguém relevante que não seja essa mosquinha cinza de banheiro que sou hoje?

Que me desculpem os caros leitores céticos mas acontece que a realidade pra mim é muito miserável, muito opaca, muito fedida e sufocante, eu preciso me distrair acreditando nessas coisas, entendam a minha “muleta”! É meu analgésico diário pesquisar esses assuntos que não levam de nada a lugar algum.

Então, qual seria a minha missão? Gostar de homem que dá aquelas encaradas feias e ser humilhado? Ser atrapalhado sexualmente todas as vezes para virar motivo de deboche por parte dos meus familiares?
Cuidar da minha mãe puta que dava pra deus e o mundo e que agora está doente, quase paralítica e cheirando mal? A infeliz parece que sente, quando eu penso em um cara que me excita na madrugada, ela lança todas as perturbações sonoras do seus sistema respiratório possíveis: pigarra, tosse(aquela tosse forçada), funga, arrota, boceja e de quebra levanta para mexer nas panelas, é um inferno! Vai ver que a minha missão é aturar isso. Grande bosta de missão, né?

Vejam só, eu queria ser uma pessoa rica, cheia de amor, famosa, poderosa e olha só o que eu sou? Um merda aos 55 anos virgem. Um gay que gosta de homenzinhos bonitinhos que toda vagabunda consegue chupar, inclusive
a sua própria mãe, mas que ele não pode nem se quer encostar na mão, se não, apanha.

Lá perto da minha casa tem um bar de jovens, ele abre de madrugada, mesmo com coronavirus, me dá uma inveja, toda aquela agitação, mulheres e homens jovens no cio, fumando, usando drogas, gritando, se divertindo, transando, vivendo e eu fazendo blog pra ninguém ler…
Realmente, a minha vida parece São Paulo: cheia de bosta no chão, lixos abertos e mais mendigos do que pombos espalhados por todas as partes, você ainda tem a pachorra de pregar o combate ao suicídio numa vida tão feia assim? Viver é bom quando se tem dignidade, talento, carinho, aceitação, paz, amor, sexo, condições de crescer sem dever nada a ninguém e com o seu mundo interno resolvido, aí a vida é boa, caso contrário, é uma mendicância em todas as áreas da sua existência.

Meu pai, e ainda por cima, pessoas que tiveram EQM como essa moça fanha do vídeo abaixo, dizem que antes de nascer, escolhemos o corpo, o nome e as doenças que temos, que desgraça heim! Eu não pedi essas confusão não Leandro!

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