Sendo homossexual, apanhei a vida inteira na escola!

Se existe um lugar que é um inferno para homossexuais e um paraíso tropical da homofobia, esse lugar é na escola. Os meninos sempre te provocam, você não tem a mesma energia e vivacidade que eles têm, nem o mesmo brilho social, pelo menos eu sempre fui assim, já nasci sabendo que a minha vida de homossexual triste como centro de São Paulo: pobre, marginalizada e cada vez piorando.
Na escola , nós homossexuais, temos uma grande vulnerabilidade : não conseguimos sentir ódio de homem, só sentimos atração ou medo deles, por isso, não conseguimos reagirmos à altura contra as maldades que eles nos fazem no colégio.

Eu sempre vivi de forma meio precária com os meus materiais escolares, minha mãe com o dinheiro de prostituição, não tinha dinheiro suficiente para bancar os livros, ou eu tinha que tirar “xerox” ou eu tinha que pedir de outros alunos não tão homofóbicos.

Primeira Série
Na primeira série a professora Maria das Graças jogou uma bolinha de gude na minha testa, depois o primeiro cara que eu gostei, o tal do Alexandre Nilma, que eu achava ser o meu amigo, me perseguiu com mais um monte de alunos correndo na rua atrás de mim me cuspindo, até chegarmos na porta da minha casa, felizmente uma moradora intercedeu por mim.

Segunda Série
Tinha dois alunos muito espertos em matemática, eles era mais velhos do que deveriam ser para a segunda série, o nome de um era Francisco o outro Marcelo, dois cavalões metidos a lutar artes marciais e pregar o terror em mim por isso, Francisco vivia esboçando soquinhos e chutes em mim, o filho da puta, nas aulas de educação física esperava qualquer um daqueles exercício ridículos onde um tem que tocar no outro para insinuar que eu estava dando em cima dele e que ele não gostava disso. Francisco parecia um índio, era todo valentão e cheio de comprar todas revistinhas sobre luta para pregar o terror na classe.

Terceira Série
Eu tenho impressão que as classes ímpares sempre foram mais infernais na minha vida. Na escola, sempre entre nós tem aqueles alunos que se gabam de morarem num lugar barra-pesada e que por isso todos deveriam temê-los, nesse caso, os alunos moradores da rua Paim – Bela Vista, eram aqueles que você sempre deveria evitar confusão com eles , na minha terceira série havia 4 deles:
Rodney o gordo que passava com uma régua para bater na mão de todos, Flavio um cara que adorava me perseguir à toa, Laerte um bissexual ativo doido se achando ator do filme American Pie e Francisco, o cara das lutinhas da segunda serie.
A situação pra mim era tão tensa que eu e a minha professora havíamos feito um acordo: na hora do recreio eu ficaria tomando conta da sala com a porta fechada para ninguém me matar.
Tinha uma menina toda delicadinha chamada Daniele, sem querer eu quebrei um apontador dela e só porque ela usava mine saia e voz delicada, ela saia chorando na frente dos outros meninos para fazer a minha caveira, eu gelava de medo, a vagabunda coloca todos aqueles meninos selvagens , os paladinos da homofobia, todos contra mim, depois ela tirava o choro da cara e dava um certo sorriso de satisfação quando todos queriam me bater na sala. Eu não podia fazer nada, nem responde-la quando me provocava, vinha 10 pra proteger aquela menina e todos nem se quer me escutavam, isso só aumentava o meu ódio. Tive que dar um robô transformers de brinquedo para aquela menina me deixar em paz.
Rodney pedia pedia a mão de todos para bater, mas a minha parecia ser um prêmio, todos preferiam me atacar, sempre foi assim, provavelmente por eu não gostar de me enturmar a quase ninguém: pra tá no meio dos heteros brasileiros você tem que ser ou malandro estilo mano ou ser maníaco por futibol ou ficar falando de mulher, eu nunca me encaixei em nenhuma das opções, gosto de evitar pessoas já que a minha experiência com seres humanos nunca foi muito boa.

Laerte, o bissexual doido se achando personagem de American Pie subia na mesa da professora pra exibir o tênis puma dele e ficava balançando o volume do pau para todos, ele era um dos que me perseguiam. Um dia na sala de aula, com uns 31 alunos assistindo o que a professora passava no quadro, Laerte mais 3 caras da Paim me cercaram dentro da aula mesmo, cada um em pé cercando a minha carteira para impedir da professora ver o que eles faziam comigo nos fundões da sala, então, os 4 com um sorriso sádico me viam sentado ali com medo, inseguro foi aí que Laerte baixou o seu moleton azul de marca famosa pra mim, quase na minha cara e acobertado pelos 3 outros garotos e pediu em tom de sadismo para eu enfiar a mão lá dentro das calças dele! Fiquei sem reação sem saber se era zoeira ou um estupro. Tudo bem que eu sou fissurado em cara loiro, Laerte era loiro mas parecia uma cebola grande, sim, ele parecia uma cebola ambulante e tinha uns olhões esbugalhados verdes, alem de ser bissexual (aqueles homens que é bi mas se que fazem de hetero), por tudo isso eu não sentia tesão nele mas sim medo… Então Laerte vendo que eu exitava em enfiar a mão no moletom dele, começava a me acelerar junto com os seus comparsas. A professora viu aquela movimentação estranha por ultimo e quis saber o que estava acontecendo, a sala toda nem tava prestando atenção na aula mas sim estava se deliciando me vendo quase sendo abusado sexualmente. Como a professora atrapalhou o intento deles, eles me juraram me pegar na saída, e realmente foi assim: na saída da escola eu estava tenso, mais 10 filhos da puta me esperando na porta da saída da rua da Consolação, eu os enganara: coloquei um vazo preto em frente a janela e eles pensaram que era eu, os deixei lá e saí pela saída dos fundos a milhão, não me pegaram por muito pouco.
Hoje em dia Laerte tem filhos, é casado e está num cargo importante do judiciário, as vezes eu tenho vontade de pegar o Facebook dele e falar na frente da mulher dele:
– Deixa eu pegar NO SEU PAU AGORA ,VAI!
Mas o cara é tão sem graça e feio, com uma cara de cebola que eu nem me animo a fazer isso! Se o cara fosse bonitão, garanto que nem na minha cara olharia!

Quarta Série
A professora Cristina me chamava de PAVÃO, PROJETO MAL FEITO e outras coisas, eu levava na esportiva pois ela era nova, na verdade uma professora substituta, essa professora namorava com o PM que fazia guarda da escola, o PM Carlos. Pense num homem ideal para fazer filme pornô gay! Esse era o PM Carlos, loiro, musculoso, voz forte, uma masculinidade caricata , tinha um volume irritantemente ENORME, por trás daquela farda de policial militar então, ficava algo extramente vulgar de tão obsceno, olhar muito para o PM Carlos era um atestado de gostar de rola. Eu sempre tive medo dele pois suas partes estavam sempre dura e a professora sempre com manchas vermelhas que os alunos maldosos diziam ser de tapas de tanto fazer sexo com ele. Vira e mexe eu via o PM Carlos entrando no banheiro, eu morria de medo, o banheiro pra mim que era homossexual sempre foi um lugar muito perigoso, se eu falar muitos não acreditarão, mas nos 8 anos que vivi naquela escola, eu nunca entrei no banheiro pra nada. Morria de medo!
Pois bem, nessa série havia um menino malandro chamado Duda, também tinha um menino chamado Jorge que pra mim era gay, o sonho de Jorge sempre foi ser aprovado na escola de pequenos talentos da TV Globo, ele vivia imitando Michael Jackson e mesmo parecendo uma passiva, ninguém implicava com ele, ele estava sempre alegre e vivia falando coisas constrangedoras, adorava me perguntar se eu escovava os dentes pois eu tinha mal hálito, eu confesso que não escovava mesmo! Jorge também adorava para me humilhar dar detalhes de onde a minha mãe se prostituía na rua , vira e mexe Jorge vinha na minha cara, na frente de todos alunos e falava: – Eu vi sua mãe na rua de noite…
Minha cara ficava no chão de vergonha!
Minha mãe mandava eu responder que eu também via a mãe dele nas boates com outras mulheres pois a mãe dele era sapatão assumida , por muita coincidência minha mãe conhecia a mãe dele e sabia que ela vivia no mundo a noite também.
Um dia o Duda veio brigar comigo pois me achava afeminado, Jorge viu ele vir brigar comigo e como todo gay é desunido, ajudou ele a me bater! No final Duda disse que se eu não quisesse apanhar eu teria que beijar os pés dele ou do Jorge. Duda até que era bonitinho e tinha um pé grande, tinha até tesão nele, mas de pirraça, humilhado por humilhado, preferi beijar muito mal beijado o pé de Jorge!
Jorge hoje em dia parece trabalhar com prostituição, dele mesmo, na França.

Quinta Série
Essa era a série do retorno dos “mortos vivos” , o menino que eu havia gostado na primeira série havia aparecido lá, estava enorme e nós nem se falávamos mais, ele foi acusado de roubar crânios do cemitério da Consolação e ficou com esse apelido, estava todo marginalizado e já não tinha aquela pureza que eu admirava nele, embora os seus olhos azuis eram os mesmos. Rodney o gordo que batia com a régua na mão dos outros estava lá. Todos na sala, quando não tinha professor na sala, gritavam de forma orquestrada: “Eta! Eta! Eta! Quinta G quer buceta!” , a escola toda em todos andares escutava a “marchinha” e diariamente recebíamos a visitinha da diretora Rosalina, uma mulher estérica. Nessa época eu morava em um dos piores malacões de São Paulo e foi também nessa época que eu comecei aprender autoajuda com o Luiz Gasparetto, a partir de então eu comecei a ser mais “afrontosa”.
Todo mundo queria me bater também, tinha um menino chamado Sedex que era atraente, ele era daqueles heteros que são simpáticos e mas que não valem nada, vivia rindo e me chamando de viado pelas costas para um monte de outros caras homofóbicos, o irmão dele me odiava e mandava todo mundo me bater mas nem sempre o povo queria.

Sexta Série
Nessa série eu cismei que querer forçar me apaixonar por uma menina só competir com os outros meninos, a menina se chamava Ana Carolina, era chamativa, era também a melhor aluna da sala, ela era uma menina heterossexual alfa, eu queria por pura competição com os outros machos dizer que estava afim dela, até dela eu levei um toco, imagine! O amor nunca foi meu forte mesmo, nem quando tentei uma racha! Ana Carolina dizia que eu queria agarrar o mundo com as pernas ao descrever como via o meu “desejo” por ela. Fica a dica: estranhamente quando eu fiz a linha HETEROSSEXUAL CONQUISTADOR, eu não arrumei brigas com ninguém, ninguém quis me bater ou nada. Pelo visto, o que governa esse mundo, governa com mão de seda a vida dos heteros… Pois é , diziam que Ana Carolina gostava de Henrique, o irmão de sua amiga, um menino que parecia Justin Bieber, depois ficamos sabendo que oficialmente Ana Carolina estava namorando com Sebastião, um menino loirinho de olhos bem azuis, fiquei com raiva de saber isso, mesmo sendo gay, afinal eu havia acreditado no meu personagem… Estranhamente Sebastião era simpático e eu e ele acabamos fazendo amizade, era gozado mas vira e mexe eu tava conversando com Sebastião no recreio, eu não tinha atração por ele, era só simpatia mesmo. Um belo dia Sebastião some e a amiga de Ana conta que o tal namoradinho dela fez a LIMPA na casa dela, o Sebastião roubou todos os passes colares dela e alguns trocos. Kkkkkkkkkkk. Gozei danoninho esse dia, falei BEM FEITO! KKKKKKKKKKKKKKKKKK! Quando ninguém gosta de você, você acaba tendo prazer em ver os outros se fodendo.

Sétima Série
Foi a classe mais calma pra mim, essa sala estava ameaçada de fechar por ter muito poucas pessoas e de homem só havia eu, eram 14 meninas , uma delas filha de uma professora que migrara de escola particular para a pública, para um homossexual nada melhor, só meninas, não tinha muitos problemas pra mim. Só um menino da outra sala vivia tacando tacos de chão em cima de mim, sei lá o porquê.

Oitava Série
Meninas também poder ser homofóbicas.
Poucos alunos também, a maioria era mulher na oitava serie também, mas tinha uma menina que se fazia de amiga minha, sempre sorridente e que quase estava arrancando de mim que eu era gay, ela tinha verdadeiro prazer em tentar investigar a minha suspeita homossexualidade, então ela pedia pistas pra mim de quem eu gostava, ficava calculando, imaginando e pedia ajuda para as amigas, todos sabiam que era alguém famoso, bom, eu não resisti e dei a primeira pista, falei que o signo da PESSOA era leão, foi um alvoroço, elas já desconfiavam que eu era viado mas pareciam querer a qualquer custo provar isso, e eu inocentemente levando tudo na brincadeira, daí elas sondaram todos famosos e famosas que eram leoninos. Então no outro dia elas me pediram outra pista, quase que me obrigando! A coisa estava tensa. Aquela menina com um sorriso tava fazendo a minha vida um inferno, ela tava colocando todas as outras meninas com ódio de mim por eu não revelar, então ela pediu mais uma pista, caí na besteira de falar que a PESSOA fazia aniversário 10 de agosto e que a pessoa tinha ascendente em X signo, pronto! Eu assinara a minha sentença de morte!
A infeliz teve a pachorra de pegar um vídeo cassete emprestado de uma parente, o programou para quando estivéssemos na escola e passasse o programa Vídeo Show na TV Globo que noticia o aniversário de todos atores da TV, gravasse na fita cassete todos os artistas que fizessem aniversário no dia 10 para ela saber posteriormente quem eu gostava. Todo mundo dizia que eu tava ferrado pois o video cassete se ligava e desligava sozinho, era só questão de programá-lo para gravar o programa dos aniversariantes globais.
No outro dia, a menina veio toda feliz com um olhar de psicopata compulsiva e sádica ofegante me dizer:
— É o Fábio Assunção né?
— Pode falar, a gente já sabe, é o Fábio Assunção, né?

Fiquei calado, aí as meninas que eu achava ser minha amigas começaram a mudar pra uma fisionomia séria e sairam falando pro nada ao meu redor: –Bicha! –Viadão! Isso dito em tom sério!
Veio uma mais agressiva, uma menina bem cavalona e dentuça chamada Fernanda dizendo que então era era UMA BICHA! Ela me chamou de Bicha pra me humilhar mesmo, chegou perto de mim e disse na minha cara que eu era BICHINHA , eu não aguentei e fui pra cima, ela também veio pra cima de mim, me arranhou a cara e eu puxei o cabelo dela, depois veio o namorado bandido dela dizendo que eu era covarde e que eu agora ia se ver com ele.
Eu feito um besta quis dar satisfação ao namorado dela mas só piorava, até que fomos pro pátio brigar, ele ia me bater mas aí uma inspetora separou, tive que ficar em guarda pois as infelizes da oitava série se mostraram pior que os meninos.

Primeira Série do Segundo Grau (EE Antonio Alvez Cruz)
Fui estudar no Sumarezinho, motivo esse que me faria levar o meu primeiro fora de um homem na vida, o Sol. Eu fui estudar ali pois eu já estava cheio daqueles heteros (meninas e meninos) daquela escola me infernizando, além do mais, pra mim que sempre foi morador de maloca, ir ao Sumarezinho, era um privilégio. No Alvez Cruz tinha sempre três meninos feios me perseguindo: um gordo, outro 4 olhos e um bizonho deformado, sempre eles esbarravam em mim pra eu cair. Mais uma vez nesse local quem me perseguia mais eram duas meninas: Uma japonesa cavalona e uma nariguda , tudo que eu falava elas implicavam comigo, me corrigiam, me davam patadas e jogavam os malandros da sala contra mim novamente, mas aos trancos e barrancos eu respondia.

Segunda Série do Segundo Grau(EE Brasilio Machado)
Agora , procurando lugares bonitos eu estava na Vila Mariana, na sala existia um cara parecido um caiçara chamado Bruno, era ela pra lá de tesudo, porem mexia com coisas erradas e era super homofóbico porem quando fumava maconha ficava um docinho, uma simpatia, sem o efeito da maconha era arisco demais. Eu me masturbava todos os dias por aquele infeliz. Um belo dia Bruno sem usar drogas veio na minha frente, com uma revista playboy e começou a dizer que mulher era bom e com todo ódio ele apontou para o pinto dele por dentro da bermuda e me perguntou na frente das alunas e alunos, se era daquilo [O PINTO DELE] que eu gostava. Fiquei com vontade de dizer que sim mas ele estava sendo sarcástico comigo, estava com ódio de mim por eu ser homossexual, eu fiquei sem resposta, claro que aquilo mais tarde me serviria como um roteiro mental pornográfico para eu me masturbar várias ao dia, mas eu tinha de me fazer de rogado. Então, uma menina entrona chamada Ana Paula, que gostava de mandar em mim de forma estúpida e que colocava os pés na minha mesa me dando conselhos, vendo a situação, tratou logo de mandar aquele menino parar de me ofender apontando o dedo dele para o pinto dele na minha cara, ela o afastou de mim, eu sempre dizia que Ana Paula era “cricri” mas se eu tivesse um homem eu gostaria que fosse igual a ela: mandona, me dando um monte de conselhos, meio séria e que colocasse os pés na minha mesa, tomando posse de mim sem pedir por favor. Ana Paula era geniosa mas sei lá o porquê me ajudava, eu achava até que ela era lésbica, mas ela dizia ter um namorado hetero e que não gostava de gay mesmo, ela falava que tinha pena de mim pois realmente o namorado dela era do jeito que eu gostava mas ele odiava gays. Ana Paula era muito parecida a um dos vocalistas da banda Our Last Night , o Trevor Wentworth , principalmente no que se refere ao cabelo e a cara de folgada. Ana Paula então fez um inferno na vida de Bruno, em pouco tempo a escola inteira , incrivelmente queria bater no Bruno e não em mim, Ana Paula fez um bug no universo, conseguiu a proeza de fazer todo mundo querer bater no cara, tanto que depois ele veio me pedir desculpa, eu ia fazer o que? Fiquei chocado e o desculpei. Ana Paula era espírita e nunca mais a vi depois de terminar o ano letivo.

Terceira Sério do Segundo Grau(EE Brasilio Machado)
Eu tinha um amigo que estudava comigo no segundo grau e que por motivos de mudança de horário eu não o via mais, era o único amigo meu, nós gostávamos de cavaleiros do zodíaco, eu gostava de ir na casa dele lá no famoso Conjuntão da Vila Mariana (perto da rua Sta Cruz) , como eu era fodido, morador de malocão, eu adorava ir lá nos predinhos de classe média do meu amigo, até que um dia eu saí da escola para ir na sua casa a tarde, senti dentro de mim uma coisa muito ruim não querendo ir, mas eu ignorei e fui, lá no prédio dele haviam uns caras da minha escola e de outros colégios particulares que começaram a me chamar de filho da puta. Fiquei com vergonha de não reagir e fui lá tirar aquilo a limpo, o problema é que o cara tava com mais de 15 caras e eu estava sozinho, o pior é que o cara que me xingou era tesudo, não era bonito mas dava tesão , era cheiroso fomos pra briga, ele foi o primeiro cara na minha vida que encostou no meu rosto com o rosto dele, tipo lutador , mas sei lá, estava confuso e com medo, pois seu sentia tesão no cheiro dele com o perfume que ele usava, eu tava me fingindo ter ódio sem ter, ele cuspiu em mim e tudo começou, acabei linchado levando várias bicudas na cabeça. Por pouco não morri. A sorte é que outros amigos bonitões do cara me ajudaram quando eu pensei que iriam ajudar a me bater mais ainda.

Ufa! Sem querer e com muitos erros de ortografia (não tenho saco pra passar a limpo depois) praticamente eu resumi toda a minha vida. Parece até aquelas recapitulações que temos da vida quando estamos na dimensão x após um acidente de carro que nos faz ter uma EQM.

Eu fico pensando comigo, como será a minha morte?
O que mais de ruim me aguarda?

Foi um milagre eu conseguir estudar tanto tempo sem perder a vida. Se é que podemos chamar não perder uma vida tão fodida como a minha de milagre, soa como se fosse ironia.

7 thoughts on “Sendo homossexual, apanhei a vida inteira na escola!”

  1. Felizmente tive sorte na escola. Eu sempre tive primos mais velhos que estudavam na mesma escola que eu. Então ninguém mexia comigo, pq sabiam que meus primos iriam me defender. Tinha umas piadinhas de vez em quando, mas nada grave.

  2. Essas meninas de escola se fazem de santas mas são piores que os meninos.
    Eles pelo menos mostram a face deles, te odeiam ou não ligam, agora as meninas ficam de fofoca.
    Na minha época de escola me lembro até hoje do menino que eu gostava beijando a menina da outra sala na minha frente. Quase morri de chorar no dia que vi a cena, se eu não me matei naquele dia não me mato mais. A minha vingança é que hoje to mais bonito que ele kkk
    Mas ninguém mexia comigo na escola, me fazia de morto, óbvio pra não chamar atenção. Sei muito brm que essa fase é um bando de adolescentes completameente loucos.

    1. Pois é, já passei por isso também, tinha um cara que eu gostava que ele beijava uma japonesinha com gosto quando me via.
      Hoje em dia, vários desses caras, as suas mulheres os fizeram de baleias com suas comidinhas, todos gordos e redondos, me sinto vingado.

  3. Eu também adoro seus textos e queria te abraçar, mas você não vai querer abraçar outro viado né? Kkk mas seus textos me confortam muito,eu adoro você!

    1. Muito obrigado, mas com o trauma que eu adquiri, eu não me sinto seguro abraçando ninguém, seja homem, mulher, gay e lésbica. Me sinto mais seguro abraçando cães,ursos, felinos e outros bichinhos.

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