Questões filosóficas sobre a minha homossexualidade sui generis

Eu particularmente tenho conhecimento, pelo menos teórico, um pouco mais avançado sobre a tese da consciência sobreviver sem o nosso corpo de carne e osso do que tem o pessoal que segue o espiritismo kardecista. Eu acho o kardecismo subserviente demais ao cristianismo, a sua idolatria por Jesus me chega dar enjoos, é tóxica demais! Eu não gosto de idolatrar ninguém.

Mas então, usando esse “conhecimento” mais avançado do que o kardecismo que as EQMs nos oferece , podemos saber por que nascemos como homossexual e ainda por cima, para piorar as coisas, ainda gostamos só de homens legítimos e não essas imitações que parecem mais com celular barato produzido na China?

Segundo a espiritualista Jocelyn Arellano que pensa mais ou menos como nós em termos de ocultismo,sim, nós quando estamos na dimensão X, antes de nascermos nesse “lindo” mundo com cheirinho de ovo podre, escolhemos o país onde iremos nascer, a nossa profissão, a nossa cor, a nossa família, as nossas doenças “prediletas”, as nossas aptidões e finalmente, a nossa maldita sexualidade! Por isso não seria muito inteligente comparar pessoas de sucesso com pessoas fracaçadas, haja vista cada uma ter elaborado um roteiro específico para melhor explorar nesse amável planetinha de merda que vivemos.

Bom eu devo salientar, que pelo o meu conhecimento teórico, as escolhas muitas vezes são restritas, você não pode sair escolhendo tudo o que bem quer quando está na dimensão X, você apenas vai escolher o que colocam “na mesa” para você pegar, é o famoso “o que tem pra hoje”.

Pelo o que fala a Jocelyn Arellano, podemos escolher passar na terra por situações contrárias ao que vivemos na maioria do tempo para aumentarmos a “frequência”, por exemplo, se eu hipoteticamente vivi 10 encarnações sendo bem-amado, lindo e popular, em um momento eu vou querer fazer a besteira gigantesca, a “desgraça ruim”, a filhadaputice de querer nascer igual ao dono(eu) desse blog: rejeitado por 100% da população do sexo pelo qual se interessa, negro num planeta que prefere-se brancos, num país que mescla boca do lixo com roça(Brasil), no meio da desordem ,sem nenhum talento, sem brilho e sem sucesso nem pra fazer a bosta de um blog. Segundo Jocelyn, por mais que pareça irônico, devemos agradecer por isso tudo pois é na falta do que o nosso corpo e ego desejam que desenvolvemos o nosso poder e amor verdadeiros. É na falta daquilo que eu mais busco que eu teoricamente aprenderia a ser eu mesmo de verdade, sem mimos, sem automatismos e mesquinharias. Provavelmente ela deve querer se referir aquela sensação de ressignificação e amplitude quando nós nos livramos, por muito pouco, da morte violenta.

É importante lembrar a todos que quando estamos na dimensão X, não sofremos tanto a influência dos nossos cérebros e suas paixões, logo a nossa forma de pensar muda, ficamos muito confiantes e as vezes nem levamos a sério a barra-pesada que iremos viver nessa droga que se chama vida. Na dimensão X nós nos achamos fodásticos mas na terra as coisas são diferentes, lá é o lugar onde o filho chora e mãe não escuta. Eu já ouvi dizer que antes de nascemos perguntam se realmente queremos aquilo que escolhemos pois depois não terá cristo que lhe ajude mais, não adianta rezar, eles lá , pelo visto, adoram nos ver se fodendo aqui e ninguém questiona mudar isso! Ninguém questiona abolir a reencarnação, por que? Irei especular sobre isso mais à frente.

Jocelyn diz que só podemos entender o que é amor depois de ter sofrido abandono, medo, desconfiança e insegurança , quando não somos corretos , decidimos na dimensão X, termos uma vida igual a das pessoas ou seres que prejudicamos.
As situações que me fazem sofrer na terra, me tiram do lugar, vão contra o meu eu carnal, o meu ego, elas equilibram os meus erros passados. Tudo o que vai contra os meus desejos, segundo Jocelyn Arellano, ajuda a elevar a minha frequência…

Bom, se isso que ela disse for verdade, eu devo ter uma frequencia de um trilhão de giga-hertz elevada ao cubo, afinal tudo o que eu desejo, acontece ao contrário! Existia até uma vaca no meu trabalho que antes dela fazer alguma coisa, ela me consultava, se eu sugerisse alguma coisa, ela fazia o contrário, justamente pra dar certo. Uma vagabunda muito grande , não é mesmo? Pois é…

A minha vida realmente é um mar de contrariedades, eu sou daquelas pessoas que quando fazem um plano muito alegre de vida, ele acontece ao contrário. Por isso, me acostumei a não planejar nada, quando eu quero, faço de supetão antes que a “secretaria do inferno” elabore uma sabotagem.

Oh meu pai! Infelizmente temos muita teoria e pouca prática nesses assuntos, não é? Não, eu não vejo gente morta como diz o outro… Ouvir só teorias, cansa! E muito! Não sou desses que lê um livro dizendo que é assim e já se dá por satisfeito, a minha mente não se sacia com pouco, eu tenho que testar pra ver! Teoria qualquer um faz do que quiser. Eu gostaria de ver espíritos, conversar com entidades e tudo mais para poder investigar a minha amaldiçoada vida de homossexual que gosta de rapazinhos heteros nazistas e irritantemente bonitinhos, mas no máximo, eu sonho ou tenho paralisias do sono com o que aparentemente são demônios, eles tentam me sugar , tentam me tocar, ficam no meu cangote, eu tenho medo e acabo acordando gritando. Só! Mas eu preciso tentar me aproveitar do conhecimento deles.

Existe uma outra teoria mais louca ainda que diz que todas essas coisas: reencarnação, plano de amor, luz, culpa por ter feito o mal ao outro e tudo mais, seja artimanha de alienígenas ou arcontes que se alimentam do nosso sofrimento aqui no planeta bosta! Por isso eu não gosto muito desse papinho de amor e aceitar simplesmente que fui um vagabundo na outra vida e que por isso eu vim nessa me foder de verde amarelo para conseguir amor e evolução. Isso é muito estranho, afinal nesse mundo não existe como viver sem causar-se o mal à outra vida, por mais que você queira respeitar a tudo, você pisa em insetos, pessoas se magoam contigo, você precisa matar vegetais para consumi-los no lugar de carne, o que já é um progresso mas não é tudo, enfim, se as pessoas voltam pra cá porque se sentiram culpadas pelo que fizeram antes, vão ficar voltando pra essa merda o resto de suas vidas pois sempre deixamos de agradar a algum ser.

Por isso, eu não sei se essa luz ou presença que as pessoas dizem conversar com ela quando têm EQM, é realmente algo positivo e justo ou alguma forma de inteligência maliciosa se divertindo às nossas custas, como se fôssemos um personagem idiota de videogame numa Matrix ao modo de Jogos Mortais, o filme.

Eu não acho justo eu nascer numa merda porque eu fiz algo podre para alguém se esse alguém também fez algo podre para alguém que por sua vez, também tenha feito algo mais podre ainda a mais alguém e assim ad infinitum. Quem ferrou alguém, também se ferrou, estão já está tudo pago. Se eu fiz algo ruim a alguém e não existem vítimas e acaso, esse alguém ganhou aprendizado com o que eu fiz de ruim a ele, por isso eu não teria que pagar por nada e tão pouco sentir culpa, afinal foi graças a mim que essa pessoa se elevou ainda mais. Vocês conseguem perceber as arestas dessas teorias de carma?

Bom, pela teoria da Jocelyn Arellano e das EQMs que eu compartilho aqui, o melhor pra mim seria eu aceitar e viver a minha falta de amor, a minha falta de carisma, a minha falta de sucesso, a minha falta de sexo, a minha falta de dignidade, que nem as castas indianas, pois tudo o que me falta, se eu tivesse, não serviria para ampliar a minha consciência. A nível poético pode parecer bonito mas a nível da carne, isso dá ódio, afinal, outra coisa estranha se mostra nesse contexto exótico: se quando eu morro e vou para a dimensão X a minha consciência se amplia, por que cargas d’agua eu iria querer sofrer aqui pra usar uma coisa que eu já tenho de sobra lá? Sendo que é lá que eu irei ficar a maior parte do tempo. Estranho, não é? Ah! E se eu não quiser ampliar a minha consciência, que mal me sucederá que já não tenha me acontecido enquanto procuro ampliá-la? É muito estranho…

E me digam uma coisa, todos os homens que até hoje eu gostei , desde a minha tenra infância, até a minha podre solitária velhice e que me desprezaram solenemente, sem se quer se preocuparem no fundo de suas turvas humanidades comigo, eles, irão na próxima vida nascer como viados fracassados criadores de blog , pobres, feios e com pouca instrução como eu? Ah! Duvido!

Você acha mesmo que o magnífico André Schürrle, alemão, rico, com olhos azuis, heterossexual da aristocracia, que troca de mulher como quem troca de sapatos, irá um dia morrer e se sentir mal por ver que uma bicha lá do Brasil, com cara de tartaruga, filho de uma prostituta barata, feia, pobre, suada, com um blog que ninguém nem perde o seu tempo comentando, se endividou toda para comprar uma passagem, atravessar o atlântico e ir vê-lo em Berlim pra depois ganhar o seu desprezo solene? Ah tá! Duvido! Por mais que me digam isso, eu não consigo assimilar. E se por acaso uma mulher gostou de mim e por eu ser viado eu a fiz sofrer, como fica? Vou nascer homem hetero pra ela me desprezar depois? Ou vou nascer mulher e gostar de viados para sentir o mal que eu a fiz passar na vida atual?
Isso se parece com a historinha da cobra que engole o próprio rabo. É um looping infinito! Onde termina?

Bom, como podem ver, eu estou ficando psicótico com a hipotética sinergia entre os fatos e a espiritualidade das experiências de quase morte, mas essa é fronteira, a única tese sobrenatural que ainda me resta e que parece verossímil, me entendam, sem isso eu não tenho mais nada de alegre pra acreditar nessa vida, afinal eu não posso pensar que quem eu gosto me ama, eu não posso fazer sexo com quem me interessa, eu não posso ter uma vida boa pois devido a minha tristeza eu não tenho vontade pra mais nada, nem estudar, nem trabalhar mas trabalho, trabalho e no meu trabalho toda hora recebo piadinhas para eu ser mais produtivo e sair da minha “zona de conforto”, como se todo mundo não a tivesse. Veja se eles, por acaso, largam a empresa para irem vender cachorro-quente na Etiópia, não! Veja se o dono da empresa larga mão do seu dinheiro para começar tudo do zero. Não! Então todos eles também têm uma zona de conforto! Estranho seria se não tivessem. Imagine, todo dia querer fazer uma coisa nova e largar as outras que começou, inacabadas por aí.

Quer saber? Eu irei investir mais nas minhas paralisias do sono e nos meus pesadelos, deixarei aquilo que eu acho ser demônios, levarem o meu corpo, vou procurar deixá-los me sugar sei lá pra onde até onde eu conseguir suportar para eu ter as minhas respostas. O problema é que nos momentos onde eu tenho esses distúrbios do sono, eu raramente me lembro da minha vida na terra e minha busca voraz por respostas e faço força para acordar gritando. Ou talvez eu aceite mesmo, aceite ser tão mal-amado que o

eu e minha insignificância

anonimato me cairia como uma luva, afinal, após anos assim, a gente não se preocupa mais com o asseio pessoal, asseio pra que? beleza pra que? estima pra que? nem escovar os dentes eu escovo todos os dias mesmo. Minha missão é essa, ser a mosca cinza de banheiro, por isso é melhor que vocês não saibam quem eu sou mesmo, a fama e o sucesso transgridem o que planejei pra mim lá na dimensão X. Eu tenho que evoluir, não é mesmo? Então bora agradecer à desgraça por ser um desgraçado!!!

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