Pra mim, psicóloga que manda gay se declarar pra hetero, quer ver o circo pegar fogo…

Hoje eu estava procurando na internet algum site que falasse do tema que eu venho abordando a bilhões de anos aqui: “Sou gay e gosto de hetero”. Nenhum site aborda de forma tão profunda como eu abordo aqui esse tema, mesmo assim o Google nos oculta das buscas achando que porque temos a palavra “odio” no nome, somos um site de homofobia, enfim, empresas grandes são sempre burras na percepção de pequenos detalhes. Pois é, garimpei bastante e encontrei uma matéria no UOL que chegou perto do assunto, o título era:
“Para resolver amor platônico como o de Roniquito, gay deve se assumir, diz psicóloga…”
escrito pela psicóloga Arlete Gavranic, do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática.

Na matéria, a psicóloga faz uma análise para aconselhamento em cima de uma situação exposta em uma dessas novelas teens, onde 90% do elenco é branco, cisgênero, de classe média alta, sexy e interpretando coisas que eles nunca passaram, passando a sensação da novela ter sido gravada em algum país nórdico ou na cidade de Oslo, para retratar a vida em Serra Leoa… Enfim, deixando as contradições de lado, notamos que a psicóloga em sua análise ou é ingênua ao extremo ou usa de sarcasmo. Veja, o que ela diz na matéria:

“–Alguns se contentam em desfrutar os momentos que têm com o alvo da paixão no trabalho, na academia, no clube. Preferem amar à distância, porque sabem que, ao abrir o jogo, provavelmente não serão correspondidos e terão que arcar com a dor e a frustração”

Bom, entre “se contentar” e “tolerar” existe uma grande diferença enorme, ninguém se contenta ou fica contente totalmente com aquilo que não pode ter. Um gay que apenas gosta de hetero pode ficar feliz por estar perto dele por algum período mas com um tempo isso vira sofrimento, vira vontade de se matar, vira depressão se a tal “felicidade” que na verdade é uma ansiedade não sair do papel e virar realidade. O que acontece conosco é que com o passar do tempo, você vê que a vida não foi desenhada para as suas vontades e acaba tolerando aquela situação ficando indiferente aos outros que lhe cerca. Quem se apaixona de forma autêntica quer sempre mais, hoje eu posso estar meio feliz por estar perto da pessoa amada, mas amanhã eu vou querer estar na casa dela e assim por diante, o contentamento duradouro nesse caso não existe. Por acaso quando eu mostrei a vocês nesse blog sobre o meu primeiro “fora” que levei de um mauricinho albino do colégio Mackenzie, eu me contentei em ficar olhando por dois anos seguidos os olhos azuis dele quando ele ia pegar o mesmo ônibus que eu para ir para o Sumaré? Não! Nos primeiros dias houve o encanto, depois a ansiedade, depois a dúvida e finalmente a constatação do pior! Eu me contentei com isso? Não! Mas o que eu, um gay, poderia fazer? Que poder de retalhação eu tinha e tenho nessa condição sem ter o poder nuclear que uma vagina tem nesse mundo desgraçado? Nenhum! Só restava a mim a tolerar a situação e mais nada.

Depois a psicóloga ainda diz:

“–Mas é muito difícil conter ou negar o desejo. Por isso, em alguns casos, acho que o homossexual deve confessar o que sente, se não houver uma proximidade ou intimidade adequada para abordar o assunto de um modo direto, o ideal é criar um clima para o momento…”

A psicóloga Arlete Gavranic vive em Oslo também? Não é possível!
Qualquer pessoa que conheça a cultura sexista latina sabe que para um homem heterossexual latino é uma provocação gigantesca alguém ameaçar a sua sexualidade já tão insegura e montada para agradar a sociedade, se declarando afetivamente e sendo do mesmo sexo que a pessoa alvo.
Os dois casos que eu citei aqui quando eu estudava na Vila Mariana retratam bem isso: Em um eu gostei de um rapaz chamado Diogo, cujo seus amigos me lincharam, apanhei de mais de nove caras de uma vez só, até hoje, uns vinte e três anos depois, vira e mexe, eu sinto algumas pontadas fortes no lado frontal esquerdo na minha cabeça devido às “bicudas” e socos que levei, por muito pouco eu não morri. Depois também teve o caso do Danilo, semi celebridade que me tratava até bem mas quando eu me declarei a ele via MSN, anos depois, me disse coisas que eu nem irei dizer aqui para não ter problemas jurídicos pra mim e para ele…

A matéria no UOL termina dando a mensagem superficial e rasa que devemos nos assumir, não nos camuflar, não escondermos a nossa natureza para não entrarmos em mais uma paixão platônica que evita de fato celebrarmos a nossa vida afetiva…

Essa matéria me parece ter sido escrita por alguém heterossexual, cuja sexualidade é igual Tang: abriu, colocou água, mexeu, tá tudo pronto e solucionado, só basta beber…

Não amigos, a paixão platônica é platônica quando é para nós gays, quando é para eles que são tudo prontinhos, se eles querem alguém de fora do alcance deles, eles falam:
“–Lute sempre pelos seus sonhos!”, olhe aí vocês os casos de amores ditos platônicos que deram certo:

Tom Cruise e Katie Holmes,
Jessica Alba e Cash Warren,
Julia Roberts e Danny Moder,
Nicolas Cage e Alice Kim,
Patrick Dempsey e Jillian Fink,
Adam Sandler e Jackie Sandler e
Anne Hathaway e Adam Shulman

Claro, eles são heteros, não é mesmo? A buceta tem o poder equivalente ao do sol! Eles podem… Mas quando é conosco, aí é considerado algo patológico, algo feio, querer o “príncipe encantado”, temos mesmo é que aceitar o sapo…

Pois eu com toda experiência que tenho mostrado aqui eu digo:
Se declarar para heterossexuais é o conselho que “amigas” mulheres que são desejadas e que nunca souberam o que é ser rejeitada no grau em que somos, dão. Nunca siga esse conselho, homens não são afáveis com gays como são com mulheres, se você se declarar a um homem heterossexual, ele vai te desprezar na melhor das hipóteses fazendo você querer morrer imediatamente, agora na maioria dos casos ele vai fazer da sua vida um inferno, vai mandar os amigos deles tirar onda com a sua cara para sempre, vai lhe perseguir no emprego, isso quando não saírem em bando atrás de você na rua para lhe matar como se fosse a coisa mais divertida do mundo. Na cabeça do heterossexual, se ele não fazer algo ruim contra você, perante aos amigos dele, ele estará sendo conivente contigo significando assim que ele pode ser também um homossexual e isso para eles é equivalente ou pior do que uma acusação de assassinato ou pedofilia com recém nascidos. Eles sentem o mais profundo nojo! O heterossexual que recebeu sua declaração, poderá fazer você correr risco de vida, mandar um gay “criar clima” para se declarar a um heterossexual é tão temerário quanto se chegar a uma mulher e “criar o clima” para se abusá-la. Eu sei que a comparação é pesada mas na cabeça de 99% dos heterossexuais latinos, um “cantada gay” é tão ou mais grave do que um abuso sexual cometido contra uma mulher! Pra eles é passível das mesmas penalidades os dois casos.

Tem solução esse problema? Não muito. Você pode usar um pouco dessa técnica que eu descrevo aqui nesse link ao mesmo tempo em que evita falar e citar coisas que lembrem a pessoa amada, com o tempo isso suaviza e passa.
Outra alternativa é justamente fazer o contrário do que a psicóloga aconselhou: escolha sim uma paixão que eles classificam como platônica, mas por alguém famoso, distante que jamais irá usar de retalhação contra você, essa paixão lhe servirá para evitar que paixões por heterossexuais perto de você aconteçam, mas preste atenção, também evite de dar muita bola ou falar na sua paixão platônica artificial, ela é apenas para rebater as paixões perigosas que estão em potencial ao seu redor. Eu, por exemplo, elegi o jogador alemão André Schurrle como minha paixão “platônica” de retaguarda para me defender, eu tenho até o Whatsapp da mulher dele, sei onde é a casa dele e da sua mulher, eu procuro não ficar olhando muito para fotos dele mas quando surge um cara heterossexual atraente no meu trabalho, eu logo penso em André para me afastar esses males que realmente são perigosos, funciona muito bem! Pelo menos ele eu sei que não vai vir na minha vida de boca de lixo me fazer o mal contra mim, ele nem se quer sabe da minha existência, isso é seguro e bom. André é como as “musas do romantismo” eram para os seus autores, uma figura que sempre deve ficar afastada, longe, com uma certa fumaça de mistério em volta.

Eu aconselho também para suavizar o problema, a pessoa apelar para a masturbação em sua casa, entre no Xvideos, entre na sessão hetero e se masturbe até cansar, isso ajudará a diminuir um pouco (ou muito) a sua depressão.

Quanto a se assumir homossexual? Eu ganhei algo com isso? Bom, eu ganhei um pouco de coragem, estima por mim mesmo, brigas e solidão. Pra falar a verdade, a única coisa que eu ganhei de bom em me assumir homossexual foi os outros não ficarem enchendo o meu saco o tempo todo para eu catar alguma mulher ou me casar, tirando isso, eu mais perdi do que ganhei. Se assumir homossexual é uma merda! Fecha caminhos, oportunidade de emprego e acaba com todas amizades.

Agora se mesmo assim você querer ir se declarar ao rapaz hétero, aí é por conta e risco da sua parte, aviso para não fazer isso você teve. Faça que nem os espíritas: deixe tudo para a outra reencarnação quando você voltar a nascer com uma poderosa buceta… Aí será você que ditará as regras do jogo sem nenhuma dó, mas enquanto não chega esse hipotético dia de glória suprema e vingança, senta a bunda num lugar e tira essa ideia da cabeça! Homens heteros são implacáveis com gays que tentar ter algo com eles.

3 thoughts on “Pra mim, psicóloga que manda gay se declarar pra hetero, quer ver o circo pegar fogo…”

  1. Felizmente eu sempre tive plena consciência que demonstrar interesse em um hétero é pedir a morte. Acho interessante que você parece realmente gostar dos caras, criando sentimentos e tudo, que bonitinho kkkkk Já eu, com meus 26 anos nunca consegui sentir isso, no meu caso é só tesão mesmo, só sinto desejo sexual, vontade de transar e depois mandar embora e partir pra outro, sabe? Talvez eu tenha alma de puta mesmo kkkkkkkk Queria um pra cada dia da semana.

    1. Pois é, é chamada “febre Tinder”, você só quer galinhar e nada mais mesmo. Pessoas com autoestima elevada geralmente sentem só isso mesmo, talvez seja o seu caso. Comigo acontece de forma híbrida: tem caras que me dão vontade de fazer sexo até cansar e nada mais mas existem caras que são mais perigosos por me darem não só vontade de fazer sexo mas casar e viver com ele.
      A vontade de transar, pra mim passa com Xvideos, já a paixão, se você evitar ficar falando dela e do nome da pessoa, acalma e passa também.

    2. Nossa, sou assim também como vc. Tenho 27 anos e desde os 17 que não sinto paixão por macho nenhum. Isso graças as desilusões que tive ainda na adolescência, o meu desejo é totalmente o de um predador sexual. Só quero o corpo e a masculinidade no cara pra me satisfazer e nada mais!

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