Onde você prefere ser vítima de preconceito? Na Alemanha ou no Brasil?

Onde você prefere sofrer preconceito e racismo, na Alemanha ou no Brasil? Bom eu prefiro não sofrer preconceito e racismo em lugar nenhum, mas se eu tiver que escolher entre essas duas opções, eu escolho a Alemanha.

Embora no Brasil as pessoas tenham um compromisso de parecem politicamente corretas, disfarçando tudo com sorrisos e um comportamento efusivo, nos fazendo assim acreditarmos que somos bem quistos, outras coisas no Brasil fazem qualquer cidadão como eu evitá-lo, uma dessas coisas é a desordem.

Eu carrego em mim, desde muito cedo, todos os signos do preconceito: sou homossexual, com ascendente em ser negro, saturno na miséria, a lua na baixa capacidade mental e o sol na feiura, nascido no Brasil e que viveu a vida toda no meio do fedor de merda, entre bandidos e moradores de rua.

Ou seja, pra mim, ir para um país para ser descriminado por eu ser negro é tão relevante como um feriado no domingo ou chover no molhado, não me causa impacto nenhum.

Sim, eu já sofri preconceito na Alemanha sim: Uma vez quando eu fiz compras na estação de trem Hauptbahnhof, eu entrei com as sacolas no trem como de costume e fiquei em pé com elas entre as minhas pernas, fiquei em um lugar em pé onde não atrapalhava ninguém, então ao estar entre as estações Bellevue e Tiergarten , uma moça loira começou a virar toda a hora para trás para me olhar com cara de espanto, toda hora ela olhava pra mim e desolhava, eu até pensei eu que estava com o ziper da minha calça aberto pra todo mundo ver minhas partes… Olhei discretamente para baixo e nada. Não tinha nada de errado comigo a não ser que eu estava com um daqueles queijos alemães horríveis na sacola e as vezes ele cheirava, só fui perceber o seu cheiro depois de comprá-lo e abri-lo em casa, mas o cheiro não estava desgraçando o ar do trem como acontece em São Paulo com aqueles malditos bolinhos de queijo com cheiro de fezes de gato, que todo mundo gosta. O cheiro daquele queijo na minha sacola só saia se eu mexesse muito nas sacolas.

Bom, a moça ficou me olhando e desolhando toda hora, com o olhar de quem se assusta quando vê o seu fã da TV ou ídolo do futebol cara a cara, com a diferença de não haver sorrisos e nem pedidos de autógrafos. Pensei comigo mesmo: — Puta que pariu! Uma “racha” vai me descriminar? É o deboche? Que bom pra mim!!! Xô pomba! Eu gosto de rola! Me deu vontade de zoar aquele mulher, mas eu me contive e fiquei olhando pra ela com uma cara cínica de paz , tranquilidade e um leve sorrisinho de deboche bem lá no fundo, a mulher desceu do trem apavorada. Será que a vadiane pensou que eu queria estuprá-la só porque eu sou negro? Eca! Que nojo!

Passar a minha vida toda virgem, morrendo de amores por machos que me fizeram infeliz a ponto de me fazer criar diários e blogs como esse, pra no fim, uma vadiane racista achar que eu sou estuprador. Em qual dimensão paralela essa garota vive? É usuária de tóxico ou come grama toda manhã mesmo? Ok, em compensação, os homens, muito deles lindos, não estavam nem aí pra mim. No Brasil, os homens bonitos geralmente são muito agressivos e pouco higiênicos quando você os olha: ou eles escarram no chão em desaprovação ao seu olhar, ou ficam te olhando feio procurando briga. Na Alemanha os homens bonitos no máximo se constrangiam ao serem olhados por mim, mas isso é um hábito natural deles, na Alemanha não é normal ficar se encarando desconhecidos, exceto no farol, no farol de trânsito parece até ponto de pegação, dá até vergonha…

Aí muitos leitores sarcásticos poderão me dizer:

— Tá vendo! Se tivesse ficado no Brasil, não teria passado essa humilhação que passou com aquela “racha”!

Certo, mas e quem disse que só o racismo ou a falta dele se conta para se viver em um lugar? Veja, no Brasil as pessoas são muito individualistas no que se refere ao hedonismo, todo mundo só quer saber se ver o seu lado sem se preocupar se vai desagradar ao outro: Som alto na rua depois das 22h, trânsito onde motoqueiros, ciclistas e policiais fazem questão de não respeitarem nada. Eu no Brasil tive um vizinho que morava em cima de mim que como todo bom brasileiro ele era simpático, sorridente e tinha uma criança. Das 9 da manhã, até as 3 horas da madrugada ele, a mulher e a criança ficavam literalmente pulando e correndo como se fossem cavalos, sem falar que todo dia, para eles, era dia de arrastar móveis, eles gritavam na janela até para pararem táxi, sendo que o prédio era bem alto, imaginem! Um dia bateram e pularam tanto em cima do meu banheiro que causou um vazamento que durou 4 anos para se arrumar. Quando eu batia com um cabo de vassoura no teto para eles pararem de trotar, eles mandavam o filho de 3 anos dele bater de volta. Teve um dia onde os infelizes, para me provocarem, cismaram de jogar futebol, depois compram um skate e começaram andar em cima da minha cabeça! Nesse dia eu não aguentei, fui na delegacia fazer uma representação mas como era feriado, não deu, eu tive que chamar a polícia militar que estava na esquina da minha rua, o policial então me disse que não poderia me ajudar pois o território de cobertura dele era da quadra onde ele estava para trás e onde eu morava era para frente, eu deveria pedir uma viatura via telefone ou boletim na internet, achei ruim mas aceitei, fui pedir na internet a ajuda da polícia. Chegou então bem de mansinho um carro da PM e me chamou na portaria, eu não me sinto muito bem em falar com PMs pois eles são geralmente atraentes, másculos e homofóbicos, me causando assim reações psicológicas adversas. O policial novinho me disse que não poderia impedir ninguém de andar em cima de mim. Eu respondia que não se tratava de andar mas sim de marchar, trotar e andar de skate, o PM ignorou os detalhes da minha explicação e ainda empregou com bastante ênfase o termo “andar”, eu discordava e então percebi que agressividade dele aumentava, parecia que a meta dele era resolver aquilo sem precisar levar ninguém para delegacia, tipo meta de operador de telemarketing. Então eu me fiz de resiliente, parei de discutir com ele pois eu notei que nunca um PM bonitinho, heterossexual iria atender o pedido de uma bicha velha, pobre e feia como eu. Me calei abruptamente de uma forma que até ele mesmo se sentiu mal em não me ajudar, ele depois me contou que na casa dele tinha um vizinho que fazia o mesmo… Aí eu falei comigo mesmo, é o FIM do Brasil mesmo!

Eu fiquei anos com esses vizinhos me fazendo isso, foi horrível, eu não conseguia estudar nada direito, até hoje por conta disso eu sou traumatizado com crianças em casais novos! O clima em minha casa era muito ruim quando os pulos e jogadas de pedras pesadas no teto aconteciam, minha mãe percebia e começava a se preocupar comigo com receio de eu ir lá em cima armado e fazer uma merda. O barulho era tão grande que meu celular gravava tudo, mostrei para o síndico, o casal alegou que eu estava perseguindo eles, eles levaram tantas multas que ainda bem se mudaram!

Agora eu pergunto a todos vocês: Onde que sofrer racismo na Alemanha é pior que tudo isso? No Brasil a polícia serve apenas para manter o nível da desordem num nível aceitável e que não os ameace. Na Alemanha, geralmente você não tem motivos para chamar um policial, mas se tiver e for preciso pedir ajuda a um, você não precisa ter fratura exposta ou estar sangrando na rua para ter a ajuda, tudo sempre desenserola. Se você por exemplo se queixar na polícia de Berlin que o seu vizinho, por exemplo, está pintando a casa numa cor que destoa das outras casas do bairro ou que simplesmente as crianças do vizinho estão gritando feito bichos selvagens descontrolados, o “chicote estrela” e estrela muito mais ainda no bolso do meliante. Não tem essa de você pedir ajuda de um policial e ele vir te falar que ele cobre uma região e que não pode fazer nada. Se você chamar pelo telefone então, aí o negócio é até mais sério. Se um vizinho meu tiver brigando, fazendo zona e ainda por cima for depois das 20h, é uma multa pesada no valor de um carro no rabo dele! Não tem jeitinho, não choro! O negócio é seco!

Qual o resultado disso? De noite não tem pancadão, não tem som automotivo em carro de moleque, não tem bar deixando som vazar pra rua, é um paraíso na terra se comparado ao Brasil. Os policiais, mesmo sendo muito bonitos e heterossexuais, dando até vontade de dar em cima deles, não se omitem se você é viado ou negro e você precisar de pedir ajuda. Vale ou não vale a pena viver num lugar desses mesmo que seja para você receber uma vez ou outra um racismo ?

Em quem te disse que você no Brasil não recebe racismo heim? A classe média alta brasileira é muito mais racista do que classe média alemã. Não tem nem comparação! Quer fazer um teste, entre nesses forums brasileiros de viagens, escolha tirar dúvida nas sessões que tratam de viagens para a europa, Praga, Mônaco e Alemanha! Todo mundo vai lhe tratar muito bem até você falar que é negro e pobre. Geralmente quem é moderador desses sites são mulheres brasileiras bem brancas, mais brancas até do que quem vive na europa onde tem pouco sol, portadoras de cabelo bem preto e liso, se você fala que é negro ou pobre, simplesmente todo mundo pára imediatamente de lhe responder. Parece mágica! Por isso, se você, assim como eu, ver alguma pessoa muito branca, heterossexual, brasileira e de classe média, falando em blogs, redes sociais e forums sobre viagens para a europa e pensar conversar com elas para ter algumas informações, faça um fake branco, rico e no estilo “bon-vivant” , assim você conseguirá ter excelentes “amigos” para tirar suas dúvidas.

Muito da imagem que temos sobre o racismo na europa vem da nossa própria classe média branca e muito mais racista. O brasileiro nesse caso quer ser mais realista que o rei. Nos campos de concentração nazistas, se sabe de casos de judeus que eram chamados para vigiarem outros judeus e no final das contas eles eram mais cruéis ainda com os seus irmãos judeus do que os próprios nazistas! O Brasil é assim. Eu por isso pensava que na Alemanha todo mundo iria me bater, me linchar, me esquartejar! Ainda mais o pessoal de lá sendo em sua maioria de classe média. Eu medi a europa pelos brasileiros ruins que temos e que querem ser mais realistas que o próprio rei. Eu estava enganado, nenhum homem bonito na Alemanha cospe no chão quando me vê! Nenhum corta amizade comigo quando sabe que eu sou gay. Temos até boates que é o meu sonho onde o ambiente é destinado a gays e heterossexuais de forma explicita sem nenhuma grande confusão por isso. Onde que isso é concebível no Brasil??? Nem em outra dimensão!

Falam que no Brasil não tem preconceito. No meu trabalho por exemplo, é muito comum os heterossexuais passarem por todos rapazes sentados por perto para convidarem uns aos outros para rachar um bar na sexta feira, mas quando chega na nossa vez, eles pulam sem nenhuma cerimônia! Eu pensava que era só comigo isso, mas não! Eu tinha no emprego um colega super gay, pra lá de assumido, ele era branco, cabelos loiros e olhos claros, o mesmo acontecia com ele, todos eram chamados para ir para o bar para para festinhas, mas quando chegava a vez de me chamar ou chamá-lo, os “amigos” heterossexuais, pulavam a fila!

Final de ano no Brasil é outro clássico que envolve as mulheres, seres dos quais a gente não espera preconceito, perto da virada é um tal de todo mundo combinar de alugar casa de praia de todo mundo e convidar os amigos para irem juntos rachar as despesas. Tanto as mulheres como os machos delas fazem isso, é normal. Me pergunta se quem é viado é convidado? Não! Alguém me chama? Não, é claro! O gozado é que esse povo o ano inteiro fica pedindo favores para você, quando eles vão se divertir, ninguém lhe chama se você não implorar para ser chamado!

Uma vez eu implorei para uma amiga minha chamada Rose para ir à casa de praia dela, era uma praia bem badalada que não vem ao caso. Eu como todo gay era um pet dela. Todo viado não pode ver uma mulher carismática que quer ser logo um pet dela. É um horror! Rose era uma daquela mulheres que tem em poucos segundos, homens que em mais de 50 anos eu nunca tive. Rose era da minha cor, mesmo assim quando eu e ela íamos para a praia, rapazes loirinhos, ricos e lindos ficavam tudo afim dela, ela até os fazia pagar tudo na praia para ela comer, eu me afastava com vergonha de “segurar vela” me sentindo a pessoa mais inferior do mundo. Eu ficava triste mas disfarçava. Eu na época tinha a ilusão que momentos festivos eram também momentos para gays como eu, curtirem. Fui descobrir à duras penas que festas são coisas só para heterossexuais ou gays que se excitam por outros gays.

Então na ultima vez que pedi para ir pra praia na virada de ano com Rose, ela relutou um pouco, me disse que eu poderia ir mas depois pois eu não caberia no carro dela e das amigas e amigos dela. Eu fui então no outro dia de ônibus mesmo. Cheguei lá, ela estava toda arrumada feito uma puta, ficou meio indiferente e disse que dentro da casa não teria lugar pra mim mas eu poderia dormir dentro do carro… Ok, dormi dentro do carro me sentindo um estorvo, um “empata foda”… Quando foi o dia de voltar, ninguém sabia onde me enfiar, então ela me colocou no carro da amiga dela que me trouce para a minha cidade, mas era 2 horas da manhã, quando não tinha mais ônibus para eu poder ir pra casa. Pensei que a amiga dela me deixaria dormir na casa dela, não que eu fizesse questão, mas pensei, afinal até com amigos heterossexuais homens isso já aconteceu comigo. Eu estava enganado, a amiga dela me deixou bem claro que eu teria que ficar na rua em plena duas horas da manhã, num lugar estranho parecido o submundo, pois o namoradinho dela estava em casa e não ficaria bem eu ir lá com ela… Fiquei na rua e felizmente um

ônibus foi passar 4 horas da manhã. Nesse dia eu jurei que nunca mais voltaria a ser pet de vagabunda nenhuma nunca mais na minha vida, acabou! Mulher é tudo boazinha quando não tem macho! Quando tem, muda!

Teve um dia em que eu estava andando na rua em São Paulo e vi uma menina com várias amigas e amigos dizendo o seguinte:

–Ai, eu não suporto cara que se passa por amigo para depois ficar me agarrando nos lugares!

Essa moça era negra. Mesmo assim era cortejada. No Brasil mulher reclama muito de maus tratos, mas ignora que até o PCC que é uma organização criminosa grande perigosa, defende os direitos delas, seja negra ou não.

Agora quem que vai defender um viado sabendo que ele é um viado no Brasil? Eu acho que nem os outros viados defendem.

Quase que eu falei para a moça que reclamava:

–Nasce viado na próxima vida que eu lhe garanto que você não vai ter nem amigos, nem homens lhe agarrando! Você vai ser mais esquecida que do que jiló na janta! Vai implorar e chorar para um pedreiro ou catador de lixo na rua

lhe dar uma cantada bem sórdida e não vai ter! Você quer? Pede pra Kardec pra você nascer na próxima vida como homossexual então e de preferencia no Brasil ou na Arábia Saudita.

Quando eu tou em São Paulo e vou, por exemplo, andar no bairro de Higienópolis, todo mundo que é branco e que anda à minha frente, fica olhando de canto de olho para trás para ver se eu não vou atacar. É irritante!

Não tem um que não esconda o celular quando me vê passar por perto! Quando eu entro em um shopping para ir numa loja de celulares de luxo então, parece que o lobisomem americano em Londres acaba de adentrar o recinto, todos vendedores ficam em pânico. Resumindo, eu no Brasil sofro o preconceito de todas as formas imagináveis possível. Amor, ser bem quisto e sexo são coisas que não minha vida não existem e eu até já larguei de mão mesmo!

Por isso que as pessoas devem limparem a boca quando falam do preconceito na Alemanha. Se comparado a todas situações humilhantes e desrespeitosas que o Brasil me oferece, o preconceito alemão pra mim não é nada! Nem respinga! Eu tiro de letra e como com farinha!

Na Alemanha não é fácil fazer amizade, mas se levarmos em consideração o que é “amizade” no Brasil, algo superficial, efusivo e que só serve para um usar o outro nos momentos que lhe interessa, é melhor nem ter mesmo!

Alias, eu cheguei a um nível que eu penso comigo mesmo: a minha fase de querer amizade na vida já passou, se eu não posso ter sexo com quem me excita, peguem a amizade e enfiem no cu! Amizade eu faço com os bichos quando lhes dou um pouco de alimento. É preferível amizade com um pombo ou com um cachorro do que com um ser humano que só lembra de você quando ele sabe que você pode fazer algo lucrativo para ele. Eu queria muito saber como é fazer sexo com uma pessoa que me agrada enquanto eu realizo o papel de mulher puta, como essa possibilidade não existe na minha vida de forma legítima e honesta, outros tipos de relações humanas que não sejam profissionais, eu desprezo. Amizade é coisinha de adolescente, jovem. Quem está na minha idade, não sente mais falta disso.

Brasil é isso, é criança fazendo baderna o tempo todo para os pais acharem bonitinho, é som alto o tempo todo principalmente a noite, é bomba explodindo por qualquer motivo, é policia que não quer por ordem em nada e que só sabe agir em caso de fratura exposta e esmagamento, é gente corrupta em tudo pedindo fim da corrupção, é gente achando bonito ser malandro, é gente racista dizendo que racismo não existe, é gente louca na rua a ponto de o sol se pôr e ninguém sensato mais poder sair nas ruas, é comprar as coisas pra não poder ser usada para não ser assaltado, é ser rejeitado por ser viado, é estimular maus-tratos a animais como se isso fosse um status social a ser alcançado a qualquer custo, é sexualizar tudo. Isso é Brasil.

Já na Alemanha, se você gostar de regras, for comportado, pontual, ser um ótimo profissional e não ligar pra falta de sol, vai ser o paraíso para você. No Brasil, você sendo assim, vai no máximo ser chamado de sistemático e chato.

Brasil é isso, é viver infeliz, mas alegre e tocando música.

2 thoughts on “Onde você prefere ser vítima de preconceito? Na Alemanha ou no Brasil?”

  1. Nossa você tem tanta cultura e conhecimento, escreve tão bem viaja para o exterior. Isso não condiz com a forma que você se refere a si mesmo. Já faz algum tempo que leio vossos textos (todos bem escritos e cheios de conhecimento), e não consigo entender o motivo de você não conseguir transcender essas dolorosas questões pessoais.

    Eu não ouso lhe sugerir nada, mas deve haver alguma forma de você reconciliar consigo. E o ideal é que esse mistério da reconciliação se desse nesse vida terrena, talvez a única que tenhamos.

    1. Obrigado pelos elogios! Eu não acho que eu escrevo vem, as vezes eu vou olhar o que eu escrevi aqui e fico com maior vergonha dos erros que eu fiz, mas enfim, eu não tenho saco pra fazer revisão ao mesmo tempo que eu gosto de me expressar de uma forma densa. Os problemas que temos dentro de nós, como esse que eu descrevo aqui , não se curam com cultura e viagens, muito pelo contrário! Quanto mais ignorante a gente é, menos a gente liga para racionalizar as nossas emoções e sofrimentos. Quando você viaja, atravessa o atlântico e nota que nem na puta que pariu o seu problema se resolve, você fica com maior cara de cu.
      Enfim, eu já larguei mão. O que não tem solução, solucionado está. Agora é deixar a vida me levar, me levar pra morte. kkkkkkkkkkkkkkkk!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *