Gigolo heterossexual usa gay pra comprar drogas na cracolândia

Eu quero dizer que essa história não é um conto highsexual meu, trata-se na verdade de um relato de um leitor nosso chamado Luís Tales que quis se desabafar aqui. No relato ele conta como é ter a vida governada pro mal por um rapaz que sabia do seu poder de persuasão sexual na vida dos outros e que usava isso para custear o seu consumo de entorpecentes.


–Eu sou um gay de 33 anos, pardo, mas daquele tipo de pessoa que puxou o pior de cada um dos pais biológicos (fui adotado, o que me faz me sentir afeiçoado por pessoas superiores fisicamente a mim, pq fui iludido de que sempre teria acesso fácil a um tipo de pessoa que só me dava moral pq eu era criança. Passei, como a maioria dos gays, pela vida totalmente em branco! Sempre vislumbrei aquela realização de encontrar alguém que me satisfizesse e me completasse, por mais piégas que isso soe.

Ano passado, depois de muitos revézes na vida, eu estando desempregado, e dependendo financeiramente da minha mãe adotiva (que tem uma vida confortável e me sustenta até hoje), eu conheci um cara em um boteco cheio de gente perigosa e de noiádos, que eu frequentava sempre na esperança de achar algum doido que me “encarasse”, por algum dinheiro. Muito que bem, conheci esse cara nesse dia: um noiadaço, no dia nem vi quão bonito ele era, dado o estado em que ele tava, mas a experiência sexual, por mais que eu soubesse que era por mero interesse, havia suplantado qualquer sensação nesse sentido que eu havia tido em toda minha vida! Foi uma conexão bizarra, e o pior: eu sabia que o cara era “hétero”.


O tempo foi passando e eu, “inebriado” por aquela sensação intoxicante, de ter tido acesso a alguém que me atraiu tanto. Continuei indo ao tal bar, e encontrando-o regularmente, nunca fazíamos sexo no sentido total, apenas preliminares, pq bicha até quando dá sorte, não pode dar bobeira e ficar nua no motle com noiado.

Muito que bem! Passei a me afeiçoar mais ao cara, e finalmente o levei ao meu apê, onde eu morava só. Inicialmente, era tudo como era quando nos víamos no motel, eu pagava a droga e a cerveja a ele, e ele deixava que eu aproveitasse um pouco de seu corpo. Pra mim, gay desenganado pela vida, aquela situação, mesmo que eu estivesse pagando, era o melhor dos mundos! Eu nunca fui desse tipo de gay deslumbrado com macho que se deixa enganar e ser roubado a torto e a direito, sou consideravelmente calejado nesse sentido, acontece que esse cara era realmente diferente. Por mais que ignorante, ele tinha uma personalidade absurdamente similar à minha, é como se o “processo mental” dele fosse parecido com o meu, algo que realmente não sei explicar, ele sendo um drogado, e eu uma bicha “nerd”. A sensação de estar “completo” na companhia dele foi algo que me capturou totalmente.

O tempo foi passando, e cada vez que ele ia ao meu apartamento, ele levava algo de valor (além do dinheiro que eu dava pra ele comprar droga e cerveja, pra nós curtirmos). Uma vez ele levou uma TV meio velha, na outra, um notebook usado (de 2015), na outra, um par de tênis. Sempre disse que iria me compensar, nunca o fez, haha! Mas assim, sei como eu pareço trouxa relatando tudo isso, mas o efeito que esse cara tinha sobre mim é algo surreal. Tudo ia relativamente bem até que eu deixei de ter coisas de valor que ele pudesse levar. Foi aí que a história se converteu em um pesadelo. O cara que antes deixava que eu me aproximasse dele na intimidade, começou a fazer um olhar feroz pra que eu não me aproximasse dele. Certa vez, ele chegou ao ponto de me pedir pra eu me retirar do MEU quarto pra ele se masturbar sozinho, pq eu estaria distraindo ele. Foram tantas as humilhações que eu nem sei descrever. Certas vezes eu enxia o saco e o mandava embora, ele voltava alguns dias depois, deixava que eu “usufruísse” dele como antigamente, mas logo depois voltava a impor restrições, mesmo eu pagando, (e caro). Aquela situação obviamente começou a me adoecer.

Eu sempre soube que eu era um gay pra lá de indesejável, mas antes de haver uma situação como essa, em que uma pessoa fosse “forçada” a ter relação comigo frequentemente pq eu estava pagando ela, foi a primeira vez! Não digo nem que foi um soco no estômago, foi a percepção irrestrita, total, de que a minha vida é algo que não faz sentido algum, e deve ser terminada! Certa vez, cheguei a indagá-lo sobre o motivo de ele ter sido tão acessível pra mim sexualmente no início, e agora estar totalmente cheio de restrições quanto ao sexo. A resposta que eu ouvi foi algo digno de menção aqui: segundo ele, quando nos conhecemos, ele estava fumando crack, mas quando ele passou a frequentar meu apê, ele passou a ter acesso (através de mim, que pagava) a drogas mais caras e menos prejudiciais aos sentidos, o que ironicamente teria tido o efeito de fazer o padrão, a seletividade dele aumentarem. Segundo ele disse, educadamente, ele não conseguia mais pegar gay. Eu sabia que aquilo era mentira, pq eu não tinha cacife pra banca-lo o mês todo, e a única forma de ele bancar seu vício em drogas que não fosse roubando, seria sair com outros gays. A situação prosseguiu, e eu fiquei preso naquilo tudo, tanto pelo fato de ele parecer ter sido feito dos pés à cabeça pra me atrair sexual e psicologicamente, quanto pelo fato de que as humilhações à que ele me submetia me prendiam a ele, pq era como se ele, por ser a pessoa que as cometia, fosse a única pessoa capaz de revertê-las na minha cabeça.

Eu realmente não sei explicar quão humilhante é ver alguém te rechaçar sexualmente depois de receber uma quantia considerável de você! Muito menos, ser obrigado a ouvir o quanto essa pessoa que te rejeita tem uma vida sexual plena, seja pagando ou até de graça. A sensação de tentar me aproximar do pênis dele e receber um olhar “matador” é algo que eu jamais, nem que eu viva 200 anos esquecerei, ou superarei! Houve um momento em que eu estava tão apegado a ele, que, depois de muitas brigas e expulsões, resolvi dizer que a companhia dele me agradava tanto, que eu aceitaria recebê-lo na minha casa e pagaria pela droga e cerveja dele, apenas pra que ele fosse ao meu apê e ouvisse música comigo, e conversasse. Não satisfeito, ele, pobretão de tudo, sem TV ou celular, gostava de usar minha casa pra assistir pornô, e não disfarçava o quanto ele preferia fazer isso sem mim, sempre inventando pretextos pra eu sair e deixá-lo sozinho, pra poder se masturbar sem a bicha nojenta aqui, querendo chupá-lo ou assisti-lo.

Nesse período, eu passei pr tudo o que vocês possam imaginar, de ele levar mulher que ele tava comendo na rua de madrugada pra tentar me dar boa noite Cinderela, a levar outros gays no meu apê quando eu tava sem grana, e deixar o cara chupa-lo por dinheiro quando eu tava no banheiro, isso quando eu mesmo, ele já não deixava chupa-lo. A coisa tomou uma proporção que fez minha mãe parar de pagar meu aluguel, e me fazer voltar a morar com ela, o que de pouco adiantou, pois eu saia da casa da minha mãe e ia lá pagar droga pra ele, conheci a família dele toda, que me tratava como se eu é que estivesse o explorando sexualmente (quando o conheci, quem me assediou foi ele). Eu continuava inebriado por aquela sensação de completude que eu sentia ao lado dele, mesmo que, o máximo que ele me deixasse fazer fosse bater uma p… pra ele, mesmo assim, claramente a contragosto dele.

Por fim, ele ofereceu de me comer em troca do meu celular, eu disse que JAMAIS entregaria meu celular a um cara pra me comer sendo que eu tenho apenas 33 anos (e ele 30). Que seria um atestado de fracasso muito grande eu ceder a uma proposta dessas, sendo que nem 35, nem 40 anos eu tenho ainda, imaginem depois dos 40/50, o que eu precisaria fazer? No fim, ele roubou meu telefone e não me comeu da mesma forma, hahahaha!
Agora, eu estou mais suicida do que nunca e, pretendo, muito em breve deixar essa merda desse mundo pra nunca mais voltar. Ter visto claramente que, sexualmente, eu sou um nada abalou profundamente todas as minhas pretensões e ambições, e eu não tenho mais intenção de perseguir uma carreira ou algum status social, por mais que tardiamente, pois sei que qualquer noiado pé-rapado com uma geneticamente ligeiramente superior à minha estará naturalmente ocupando uma posição superior à que eu ocupo na sociedade, a não ser que eu vire CEO de alguma multinacional. É esse o poder de fogo que o sexo tem nesse mundo, e qualquer pessoa que tente perseguir uma vida à parte do sexo é imediatamente categorizada como um “nada”, um pária pela sociedade, todo o resto é ilusão. Sem sexo, ninguém é tido como respeitavel, e fim!

Era esse o relato, sem nenhuma mensagem edificante, pq a vida real, ainda mais de gay feio, é um inferno mesmo, sem nenhuma lição proveitosa a se tirar…”

5 thoughts on “Gigolo heterossexual usa gay pra comprar drogas na cracolândia”

  1. Pare de procurar esses machos cracudos. Tem muito boyzinhos limpinho, playboy, novinho que topa sair por dinheiro sem precisar estar drogado. Mas vc tem que ter coragem de chegar neles pelo Facebook e Instagram.

    Comigo sempre deu certo e conheço vários gays feios e velhos que pegam o supra sumo. Só pagar!

  2. Nossa, tô me achando, pelo menos pra isso serviu eu ter passado por essa patacoada toda, haha!

    Na realidade, essa história foi bem mais densa e cheia de nuances do que eu pude relatar aqui. Se eu fosse relatar tudo, o texto ficaria ainda mais enorme…

    Então, a armadilha que esse cara representou pra mim não foi meramente no sentido sexual, foi algo voltado pra uma vulnerabilidade ainda mais séria que abala a maioria dos gays: a carência!
    Juro que todos os outros caras por quem eu “sofri” no sentido afetivo anteriormente eram melhor posicionados na sociedade e frequentavam ótimos lugares! NUNCA na vida eu imaginava que encontraria alguém que me despertasse qualquer desejo que não fosse sexual nesse bar fuleiro a que eu ia atrás desses noiados, pq ao longo dos anos, eu já saí com vários, e nenhum tem a densidade ou a complexidade psicologica sequer próxima do necessário pra ter alguma afinidade com alguém como eu (modéstia a parte)!
    Poucos são os michêzinhos (ainda mais drogados) que tem esse traquejo, essa sofisticação de, além de explorar apenas nossa libido, conseguirem explorar também, de maneira convincente nossa carência afetiva!
    Esse cara não me dominava apenas com a rola, mas com seu olhar de cachorro que caiu da mudança, com seu ar melancólico, não me enlouquecia com o sexo, que comigo era medíocre, mas me fazendo companhia, conversando comigo, ouvindo música. Eu, que antes era um gay desses bitolados com a internet, totalmente alienado do mundo exterior, que não conhecia sequer os cantores da atualidade, ouvindo só música erudita e visitando sites de ocultismo (haha), em poucos mêses me vi cantando de cabeça e discernindo qual música atual era do Gusttavo Lima, qual era dos Barões da Pisadinha, tudo graças à influência desse cara! Era como se ele tivesse me puxado pro mundo dos “vivos”, de alguma maneira, mas eu preferia bastante ter ficado no meu mundo, já que o dele, o do sexo e da ferveção, não me pertencem, e eu não teria síndrome de stress pós-traumático agora sempre que ouço essas músicas, que tocam incessantemente.
    Eu sei que as pessoas podem até julgar meu comportamento diante desse cara como imaturo, pueril. Mas é exatamente isso que muitos gays como nós somos: imaturos, por sermos a vida toda privados desse tipo de proximidade com alguém que desejamos. Algo que pouco se comenta é como esse tipo de contato afetivo vindo da pessoa desejada tem um efeito amplificado em gente que passou a vida sem tê-lo! Se até pros “deuses” héteros existe a máxima de “garotos são só garotos” quando estão diante do objeto de desejo deles, o que sobra pra nós? É natural que fiquemos ainda mais “abobados!”
    Era como se toda a racionalidade do meu cérebro fosse desativada, quando ele me abraçava. Houve uma vez em que ele me prendeu na cama, ficando por cima de mim e me beijou, eu brinquei com ele que, se ele quisesse, ele poderia me matar naquele momento, pq eu não seria capaz de reagir de maneira nenhuma!
    Mas, como eu bem sabia, era tudo um engodo, um “me engana que eu gosto”, esse cara, esperto que só ele percebeu cedo a afinidade de personalidade que nós tínhamos (chego a pensar que ele podia ter traços de autismo, que eu também tenho), e começou a se valer disso pra me tornar emocionalmente dependente dele. Sem muito esforço, ele conseguiu e, a partir do momento em que ele notou que eu estava dependente da mera companhia dele, começou a retirar o sexo, pq ele viu que eu pagaria e “rastejaria” pra apenas tê-lo por perto!
    Na realidade, foi tudo muito traumático, tanto pra mim quanto pra ele pq, quanto mais o tempo passava, mais doloroso era pra ele ter intimidade comigo, se no início ele fingia gostar, depois, a aversão ficou evidente! Por outro lado, tão traumático pra mim era perceber que eu era indesejável, repulsivo mesmo a tal ponto que, ter intimidade comigo é algo capaz de causar profundos traumas na psique de um cara rodado, que já deve ter comido todos os gays da minha cidade. Era impossível ignorar a hipótese de isso ter ocorrido pq eu sou feio e preto/pardo. Mas eu e ele acabamos presos nesse ciclo: eu preso ao “link” psicológico que estabeleci com ele (sou autista, estranho, introvertido, feio, tenho pouquíssimas amizades e companhia) e ele, preso ao dinheiro que eu dava às vezes pra que ele satisfizesse seu vício. Quando ficou inegável que ele se sentia muito mal tendo intimidade comigo, e depois de muitos questionamentos, brigas, expulsões do meu apartamento, eu adotei um comportamento excessivamente empático e politicamente correto pra com ele, permitindo que ele fosse ao meu apê, pagando droga e cerveja pra ele em troca apenas da companhia dele, mesmo. Eu adorava aquela sensação, juro que me sentia “casado”, talvez por nunca ter tido nada com o que comparar. Adorava passar horas com ele, “implicando” um com o outro, eu até o chamava de “marido” na zoeira pra um casal de lésbicas que ele me apresentou, até isso, no fundo, preenchia o vazio da minha vida afetiva miserável. Hoje vejo como fiz papel de “Boça”, ainda mais sabendo que, no mesmo período, outros gays da minha cidade tavam se esbaldando sexualmente com ele por muito menos dinheiro do que ele me fazia gastar. Eu literalmente virei piada entre os outros gays da minha cidade, por ser o único trouxa que pagava esse michê sem usa-lo, haha! Chacota até entre os gays! Eu descobri inclusive que teve um gay de outra cidade que até COMEU ele num motel daqui, provavelmente, em troca de menos dinheiro que eu costumava dar a ele, sendo que ele mal me deixava chupa-lo!
    No fim, eu tava dando dinheiro pra ele me contar sobre as mulheres e as putas que ele comia na rua! Como aquilo me fazia me sentir pior ainda: até um noiado sujo, derrubado pelo vício, só por ter uma genética melhor que a minha consegue uma vida sexual plena! As putas que ele pagava não fugiam dele, como ele fugia de mim, só por isso, ele já era um sortudo, e eu, a menor das criaturas! Muitas mulheres nem cobravam dele, e sei que é verdade, pq tenho amigas mulheres e sei como um homem como ele mexe com elas também, por mais que elas neguem, enquanto eu, nem pagando caríssimo tenho o direito ao que eu desejo.
    Enfim, a vida da gente é realmente muito complexa, e às vezes essa situação só foi tão longe pq, outros problemas ainda mais sérios na minha vida me expuseram e me deixaram vulnerável a ponto de um cara assim me sujeitar a tanta coisa, as situações são sempre mais complexas do que parecem, e se eu deixei isso ocorrer, é pq a coisa já tava tão feia no sentido geral da minha vida que, meu desespero por alguma distração acabou me fazendo passar por tudo isso…

    1. É Luís, eu te respondi lá no post original em https://odeiosergay.com/rotina/a-homossexualidade-e-uma-prisao/ , onde você postou primeiro, não sei se você viu.
      Eu sei que a fama desses caras que dão confiança a gays é essa mesmo, de serem exímios usurpadores. Sei também como é a sensação de contraste que é nunca se ter tido a importância de alguém em nossa vida e de repente algo nos remeter à falsa sensação dessa possibilidade acontecer, realmente é de tirar o ar. Só no simples fato de as vezes um rapaz que eu aprecie naturalmente, esbarrar em mim na rua já me desperta essa sensação de ter ganhado na loteria depois de anos na sarjeta, o que dirá alguém que puxe assunto comigo tendo as mesmas características que eu busco… É transcendental e por isso nos governa!
      Agora mesmo entendendo tudo isso, eu nunca quis trazer um nóia pra dentro de casa, ainda mais para ouvir “Barões da Pisadinha”, isso é a desgraça elevada ao cubo.
      Embora eu saiba que quando a gente gosta de alguém, a gente começa a apreciar os gostos e coisas que remetam à figura amada, gostar desse tipo de música já é demais… Kkkkkkkkkkk!
      Eu gosto de caras que me façam viajar para uma vida que eu nunca tive, talvez por isso eu goste muito de mauricinhos metidos à besta.
      Agora pensando pelo lado do ocultismo, só para aliviar um pouco, eu fico pensando o que esse rapaz que atualmente domina a sua vida para o mal, foi na sua vida em vidas passadas? Será que ele era o homem e você a puta interesseira? Será que era seu filho? Enfim, eu viajo nessas coisas, deixa eu me conter!

  3. Caramba!!! É incrível como esses merdas (héteros atraentes e másculos) possuem tanto poder sobre nós, né??? Lendo esse relato, eu fico até feliz de nunca ter tido nenhum contato íntimo com algum cara hétero, sempre preferi ficar longe pra algo assim não acontecer e deixar minha vida pior do que já é.

    Mas Luis, de você se matar por causa desse vagabundo noiado, isso sim será um atestado de fracasso completo. Não vale a pena!!! Tenta tirar um aprendizado disso tudo e bola pra frente. Boa sorte!

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