Cemitério da dr Arnaldo , rapel no viaduto Sumaré e um cara…

Pra quem não sabe eu gosto visitar cemitérios , um deles é o cemitério da doutor Arnaldo, conhecido como cemitério do Araça. Por minha vida já ser morta socialmente, financeiramente e afetivamente eu acho que o cemitério me faz me sentir bem no lugar que é mais adequado a mim, o cemitério eu vou por saber que ali eu terei paz, nada de homens bonitos me chamando a atenção me convidando para ser mais infeliz ainda.

Então eu andei, andei muito dentro do cemitério do Araça lembrando de quando eu era feliz nessa vida aqui, quando eu era criança com uns 4 anos de idade morando ali perto do Pacaembu e tendo aquela vista linda da antena do SBT na Afonso Bovero.  Pois é, a minha felicidade nesse planeta durou muito pouco mesmo como podem ver.

Depois eu saí de dentro do cemitério pelos portões que dão de frente à Teodoro Sampaio , me dirigi em sentido Heitor Penteado passando pela aquelas floriculturas ali na rua que nos “empurram” para o meio dos carros…

Para quem conhece esse blog já deve ter achado o roteiro acima familiar, afinal esse é um dos principais locais por onde o ônibus Pompeia 7272 que levava o “sol” a 22 anos atrás passava, pra quem não sabe, o “sol” foi um cara que me deu o primeiro fora na vida, para ter maiores detalhes, clique aqui.

Como podem ver, o local é recheado de significados pra mim, pois é, eu fui andando até chegar ao viaduto Sumaré, aquele que fica em cima do metrô que leva o mesmo nome. Ao ir chegando, eu avistei mais à frente umas pessoas estranhas sentadas no chão perto daquelas coisas de concreto feitas para os carros não passarem, logo imaginei que eram mendigos, afinal São Paulo , desde 2016 vem tendo mais mendigos na rua do que pombos, São Paulo virou um albergue degradante, todos os locais, mesmo nobres, está cheio de pessoas para as quais a vida não sorriu, é triste e decadente demais, não era assim antes.

Pois bem, então eu fui me aproximando daquelas pessoas estranhas que estavam sentadas no chão dessa foto aí debaixo, aos poucos fui ficando na dúvida se eram mendigos ou não, afinal eles estavam cheios de acessórios de corda de rapel, tinham uma cara sofrida realmente mas foi então que eu me assustei, pois no meio deles havia um rapaz lindo, parecia um príncipe daqueles que eu vivo por falar nesse blog, ele tinha uma cara de pessoa de classe média , uma cara malvadinho tipo Suzane Von Richthofen, tinha olhos bem levemente puxados, azuis, era loiro, fiquei assustado pois caras assim, no Brasil, são extremamente homofóbicos e sociopatas, geralmente são daqueles mauricinhos de condomínio fechado que matam homossexuais sem pestanejarem. Aí eu não entendi mais nada, afinal eu já estava vindo de dentro de um cemitério para não ter que ver coisas que me perturbassem na rua e geralmente entre mendigos brasileiros, só existem aqueles homens rudes, vermelhos, com radinhos ouvindo funk e um olhar ameaçador querendo o seu celular, se você os olha, logo eles se dão o direito lhe puxar uns papinhos bestas lhe chamando de “oh amigão”, “oh maluco”, “oh patrão”, odeio esses adjetivos de malandros heterossexuais deferidos a mim, me dá vontade ser profundamente grosseiro quando me chamam assim!

Então o rapaz que parecia um príncipe estava ali, conversando com aquele pessoal que parecia mendigo e que estava no controle daquelas cordas e ganchos de rapel, não entendi bulhufas, quem puder me dê uma luz!
Foi quando, para a minha surpresa, o tal rapaz me olhou e não desolhou com cara feia como é padrão entre os heterossexuais brasileiros. Sim, quando você olha sem querer um jovem heterossexual no Brasil, eles olha e desolham rapidamente de uma forma brusca e agressiva para deixarem bem claro que lhe repudiam, esse rapaz não, ele não tirou os pés do caminho para eu passar mas me encarou, eu o achei lindo, tive vontade de virar uma mosquinha e ficar olhando o que ele estava fazendo ali, quem ele era. Amo heterossexual bonito e meio folgado comigo, dá uma sensação gostosa de provocação, de entrada no meu território, afinal de contas, eu já desisti de paquerar , por toda a minha experiência nesse mundo, eu já aprendi que pra mim não existe amor, não existe paixão, não existe afeto, só existe ódio e o desprezo, por isso quando um cara hetero bonito rompe de alguma forma a barreira isolante que existe ao meu redor, mesmo que de forma desrespeitosa, isso me deixa muito feliz e excitado.

Pelo o que o meu fake de mulher aprendeu no Tinder, com homens exageradamente bonitos você não puxa assunto assim: “Nossa! Você é lindo, me apaixonei!” , não, com caras muito bonitos e heteros você deve falar assim se for mulher: “Humm, na sua banana tem muito leite pra mim enfiar na minha mexiriquinha? Eu quero engolir tudo!”

Pois é, falou isso ou algo com tamanha devassidão, pronto, você conquistou!  É claro que quando eu acho um cara mais bonito do que o normal, eu não penso tanto em sexo mas sim em afeto e manha, tipo criancinha, mas eu notei pra chegar em cara assim, o sexo predatório e forte é a melhor coisa, eles nasceram pra isso, a beleza deles , embora você ache que é algo angelical, na verdade não é, eles têm mais horas de motel do que avião intercontinental tem de voo.

Realmente eu não sei se é a maioria das pessoas que é assim, mas homens loiros de olhos azuis , heterossexuais e bonitos, me despertam paixão, dá vontade de envolve-los feito uma cobrinha pra dar o bote depois, eu fico até sem ar. Eu tenho colegas mulheres que amam homens negros e elas suspiram por alguns que eu não acho a mínima graça, eu tenho a impressão de que a maioria gosta de loiros(as) , as adoções que o digam. Sei lá, pode parecer racismo, mas homens loiros, bonitos e que ficam me olhando, dá vontade de levar pra casa e colocar na caixinha.

Na Alemanha os jovens loiros que eu via, inclusive policiais, me davam um outro tipo de atração, parecia uma coisa meio de irmão, de carinho, não necessariamente sexo, sabe aquela vontade de brincar com um cãozinho ou gatinho por ele ser fofo demais, era isso que eu tinha, os alemães me davam mais vontade de paquerar, namorar e não transar feito um bicho descontrolado.

Bem, realmente, eu tenho muita pena de mim mesmo, uma pessoa que só pode viver mentalmente, cuja vida é comer, trabalhar e acordar o outro dia repetir tudo de novo. É a minha vida.

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