A velha fogosa balzaquiana…

Vi num blog falido qualquer uma senhora reclamando que uma velha que morava lá estava recebendo a visita de dois rapazes gêmeos desconhecidos ultimamente, essas visitas aconteciam nos mesmos dias em que se escutava gritarias infernais a noite e som de cama batendo no chão em ritmo cadenciado acompanhado de gemidos…

Pois bem, a moradora disse que um dia pegou o elevador e lá estava a velha, toda sorridente, com a pele brilhante e feliz , ela foi logo foi tratando de apresentar os dois devassos com cara de vagabundos a ela dizendo que eram seus sobrinhos…

Lembrei rapidamente da minha MÃE: de tanto dar pra todo mundo e contrastar comigo que vivia em casa fazendo blog, quando indagada sobre mim, quem eu era e porque vivia sempre desolado, ela respondia: é meu sobrinho! Sim, era combinando, ela tinha um barzinho onde ela dava pra todo mundo e alguns frequentadores eram ex-colegas meu de escola, ia pegar mal pra mim ter a mãe literalmente na zona, embora pra homem isso excita ainda mais, com certeza essa história não colava pra eles pois tinha gente ali que via minha mãe me levando nas reuniões escolares de outrora , mas enfim, para todos os efeitos, ela falava que eu era sobrinho dela, assim poderia dar a buceta sem tanta culpa…

Então, minha mãe sempre que queria transar com algum homem casado, ela me preparava com um sorriso no olhar me dizendo a seguinte frase que me causa trauma até hoje:
–“VOCÊ QUER QUE EU TE ARRUME UM PAI?”

Vixi! Quando vinha essa frase nos assuntos cotidianos, era sinal que ela estava dando pra cara casado ou mais novo e queria trazê-lo pra gozar dentro de casa, isso me dava muito nojo e ódio, afinal, eu vivia só para entender e me adaptar à sexualidade bilionária da minha mãe, quando eu estava triste por gostar do cara mais chamativo e carismático da escola ninguém me consultava, ninguém queria saber de nada, mas quando ela arrumava alguém pra copular, eu tinha que pensar se queria um pai…
Ora! Se eu fosse uma bicha mais afrontosa eu deveria ter respondido:
–“E VOCÊ, QUER QUE EU LHE ARRUME UM GENRO??????”
Infelizmente nos momentos que somos humilhados nos falta sagacidade, nos falta presença de espírito para darmos boas respostas também!

Na época em que eu gostava do “Sol Do Mackenzie“, albino da av Pompéia, a minha mãe tinha caso com três:
1) Um rapaz cearense que trabalhava de motoqueiro lá no China in Box chamado Beto (era doença, todo amante dela se chamava sempre Beto), o cara devia ser 4 anos mais novo que eu e eu tinha que aturá-lo ao bater na porta da minha casa perguntando pela vadia da minha mãe.
2) Um entregador do mercado Futurama
3) Um outro motoqueiro estranho que parecia o Cristiano Ronaldo de cabelo crespo.

Enquanto isso, eu tenha que ir em psicólogos por ter levado o meu primeiro fora no meio da avenida da Consolação onde hoje é o metrô Mackenzie, eu queria me matar por levar um mine esporo no meio da rua do rapaz albino que eu gostava. Alguém me perguntou se eu tava triste por nunca ter ninguém? Alguém me perguntava se eu namorava? Alguém me perguntava por que a vida inteira eu vivia triste escrevendo em um caderno universitário o que hoje eu escrevo nesse blog? Não! Quando você é viado ninguém nem liga para a sua existência, a sua mãe quer mais é que você seja um nerd dominado pelo resto da vida enquanto ela dá para os seus “coleguinhas”. Canso de ouvir essas histórias de vários adolescentes : eles vão na casa do amigo e mãe quarentona dá um perdido no filho e os dois somem pra transar sem nem se quer o pai saber.
Nunca leve ninguém pra sua casa quando você tem mãe!

E eu? Tenho alguém pra me fazer falsamente feliz como a velha que leva os sobrinhos pra transar em casa? Não! Não porque eu não sou mulher, mulher que reclama hoje em dia por qualquer macho dar uma cantada besta nela mas depois de velha fica pegando atirando pedra em avião de tão desesperada que fica por sexo.

Mas como dizem os espiritualistas: tudo isso foi eu que
pedi antes de nascer, né? …

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