Gays fazem loucura de amor por quem gostam mas ninguém faz absolutamente nada por eles.

Desde de muito pequeno, quando eu gostava de um maldito menino na escola, eu ingenuamente ia puxar assunto com ele, inventava mil situações para estar perto dele, isso pra mim era arriscado e me causava muito medo mas eu ia atrás tentar conseguir alguma migalha. No máximo conseguia uma amizade forçada.

Na minha puberdade eu fiquei tão louco por um cara que eu criei uma turma só para competir com a dele e chamar a sua atenção, a gente mais brigava do que se dava bem, final, depois de muitos entraves, eu consegui ir à casa dele com alguns ‘amigos’ em comum, isso pra mim em termos afetivos foi equivalente ao homem ter ido à lua, algo homérico. Ressaltando que não deu em nada alem de uma amizade forçada de novo.

Na minha adolescência, quando eu me apaixonava por um infeliz que nem da minha sala de aula era, eu ficava lá, tentando dar um jeito para ter acesso dos dados do histórico escolar do cara para conseguir alguma coisa que me fizesse estar perto dele, ficava feliz em saber o nome completo do cidadão e não passava disso.

No final da minha adolescência eu havia mudado de escola e também havia deixado alguém que eu gostava na outra, eu esperei passar um tempo, de posse do nome do cara que eu gostava, liguei para a  secretaria da escola antiga que eu ficava, me passei por parente do cara, descobri qual era a sala de aula dele e mandei o chamar alegando um assunto urgente, dane-se se o menino estava no meio de uma aula, eu queria pela ultima vez ouvir a voz dele.

No final da minha maldita adolescência também se deu um dos fatos mais traumáticos na minha porca vida emocional, se na minha puberdade eu ter ido à casa do cara que eu gostava foi equivalente ao homem ter ido à lua, esse fato foi equivalente ao homem tentar ir à marte: Eu a 2 anos via um menino no ponto de ônibus que nem do meu colégio era, ele era loirão, de olhos bem azuis e estudava no elitista Mackenzie, já eu era um fodido, que vivia morando em malocões e prédios abandonados, estudante de escola pública,  aquele cara sempre me olhava, então eu confundi as coisas e me apaixonei, num belo dia, de manhã, fui lá e tentei me declarar a ele, foi pra lá de tenso, a mesma sensação de pilotar um 747 com 100 pessoas a bordo pela primeira vez, levei o maior fora da minha existência nessa terra! Foi horrível!

Já na minha vida adulta, descobri o telefone do cara que eu gostava no emprego, liguei pra ele, ele mandou eu desligar primeiro e foi super frio e hostil comigo. No outro dia trocou o chip do seu celular. Para se ter uma noção, eu quase havia mandado comprar uma sexta com bebidas, refeições e flores para ele, afinal eu sempre quis demonstrar os meus bons sentimentos mas nunca tive essa oportunidade sem estar acompanhada de uma reação ruim pela outra parte.

Agora, da ultima vez , larguei tudo do Brasil, atravessei o atlântico e fui para a europa atrás do cara que eu gostava, fui até à porta da casa da namorada dele, mas não deu em nada. Larguei de mão depois a vagabunda engravidou dele, aquilo pra mim fim foi uma punhalada!

Agora eu, as vezes, passo um perfume, uso uma roupa que combina mais, fico limpinho, saio todo os dias para o meu trabalho e ninguém me nota, ninguém puxa assunto comigo, ninguém tá nem aí.
Ninguém é capaz de fazer loucura de amor alguma por mim, afinal eu sou homossexual, negro, feio e pobre, as pessoas não querem se misturarem a alguém assim.
Pessoas como Suzane Von Richthofen que mandam matar os pais com pedaço de pau, têm fãs, seguidores, recebem cartas, whatsapp e presentes. Agora me pergunte se alguma vez em minha vida eu já recebi algum cortejo ou alguma coisa de alguém que me interessasse? Nunca recebi nada de quem eu nem gostava, quanto mais de quem eu gostava. Depois eu não tenho direito de ficar deprimido, triste, de mal humor e irritado com comentários nada a ver no meu blog.

Ninguém faz loucura por mim não, a minha vida só é trabalhar, comer e dormir. só.

 

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