O meu primeiro fora no Mackenzie da Consolação – sol

Foto ilustrativa de um rapaz que eu achei que mais se perecia com ‘a sol’…

No ano de 1998 eu morava em São Paulo na rua Baronesa de Itu, eu havia decidido estudar em local diferente e longe da minha casa, decidi ir estudar no Sumaré, lá na Heitor Penteado. Eu já havia escolhido o meu novo colégio nos mapas e feito a minha transferência. Eu sempre quis fazer isso isso, escolher a minha própria escola em um local que me agradasse. Então havia chegado o dia de início da minha primeira aula no meu novo colégio no Sumaré, foi um dia corrido:
Eu peguei o meu dinheiro e fui inocentemente pegar um ônibus lá em frente ao Mackenzie, ali na rua da Consolação, ao lado de uma biblioteca da prefeitura que existia ali. Eu fiquei assustado pois os alunos do Mackenzie tomavam todo local para pegar várias linhas de ônibus, ficava tudo lotado. Para passar por ali era quase impossível não encostar em algum dos alunos sem querer.

Em meio a tantos alunos eu esperava o meu ônibus chegar, a linha era Pompéia 7272  – Patriarca , nesse dia estava chovendo , entrei no ônibus lotado e foi até divertido afinal eu adoro pegar ônibus em dia de chuva, confesso que eu me senti meio perturbado: eu feio, gay e pobre no meio de um monte de rapazes bonitinhos exatamente do jeito que eu sempre quis ter. Que coisa mais chata! Fiquei claramente desconcertado.
Qualquer menino com o uniforme bordado com uma letra ‘M’ vermelha no peito me causava medo.


Esse é exatamente o ônibus que todos os dias eu pegava para ir ao Sumaré e junto comigo entrava nele o tal ‘sol’ do Mackenzie

No segundo dia de aula eu andava pela rua Piaui para chegar à Consolação e pegar o ônibus novamente, eu passava por um lado do Mackenzie onde alunos sem uniformes saiam, não sei se era faculdade ou ginásio, todos iam em direção à rua da Consolação também e o local era coberto por árvores que hoje não existem mais. Eu sempre sentia um certo medo pois haviam muitos adolescentes bonitos e com cara de sádicos naquele local e isso pode ser literalmente mortal pra quem é homossexual. Andei alguns minutos e cheguei ao ponto de embarque(ao lado da biblioteca). Foi então que em meio à multidão que aguardava pelo ônibus de prefixo 7272 apareceu um rapaz albino de braços fechados e acompanhado por dois amigos, ele parecia ser meio que um líder natural entre eles, o seu cabelo e sobrancelhas  eram quase amarelas junto com os seus olhos azuis bem vivos e uma pele meio rosada/vermelha, isso me chamou muito a atenção. O pior é que ele no meio da multidão enquanto falava com os seus amigos sobre sei lá o que enquanto também esperava o ônibus, também me olhava, não com desejo mas com jeito de quem já me conhecia sabe-se lá de onde. Sabe quando você fica olhando pra alguém distraído mas não sabe o motivo? Talvez eu chamasse a atenção dele pela minha feiura e pobreza, não sei. Só sei que eu não conseguia passar de forma despercebida por ele, parecia até que eu já havia ‘aprontado’ alguma coisa e ele sabia mas eu nunca o tinha visto nessa vida.

Donny van de Beek | Ajax | UEFA Champions League | UEFA.comSemanas passam-se e eu todos os dias via esse moço albino na rua Piauí se dirigindo à rua da Consolação, ele se vestia bem como jovem, tinha cabelos bem cortados , era másculo sem ser grotesco, aparentava uns 23 anos e parecia ser bem adulto. Não havia como ele passar indiferente pelos outros alunos, afinal ele era o único albino sempre trajando roupas que evitavam mostrar os braços. Embora ele saísse todos os dias do colégio Mackenzie pela rua Piauí, eu nunca o vi trajando uniforme e nem tão pouco o vi com outros alunos que trajavam, seria ele aluno da faculdade e não do colégio?
Bom, eu sempre o via e ele me via também, ele não deixava de olhar pra mim tipo cão de guarda rottweiler avistando um estranho ao longe, nem eu deixava de olhá-lo , eu me divertia vendo aqueles enormes olhos azuis dele. E ainda por cima ele pegava o mesmo ônibus que eu pegava. Quer melhor que isso pra quem é virgem vitalício como eu sou?

Onde está a seta vermelha, em 1998 existia um ponto de ônibus super lotado de alunos mackenzistas, onde existe essa ciclovia hoje, passavam as linhas de ônibus com destino à av Paulista e ao Sumaré. Era ali que todos os dias o “Sol” me via. Era ali que eu pegava o mesmo ônibus que ele.

Na minha casa eu tinha alguns amigos e amigas adolescentes, eu queria falar pra eles sobre a minha felicidade de ver o rapaz do Mackenzie todos os dias mas eu não podia, eu não havia assumido a minha sexualidade na época ainda e por isso tinha que inventar subterfúgios, então inventei que tinha uma ‘menina’ albina no Mackenzie que me interessava eu que eu apelidara de “Sol do Mackenzie” ou simplesmente “Sol”, afinal os seus cabelos eram iguais ao sol. Então quando eu estava feliz eu falava com os meus amigos e amigas: – Hoje eu vi “a Sol”!!! Mal sabiam eles que “a Sol” era um rapaz…

Esta é a rua Piaui, na época era toda arborizada e sem essas obras horríveis do metrô. Na seta azul se mostra o ponto por onde eu me dirigia para ir pegar o ônibus da rua consolação. Na seta vermelha mais a frente era porta por onde o rapaz sol saia, eu adorava ficar olhando a sua nuca de “pimentão”, eu adorava o seu corte de cabelo também.

Como todo homossexual escaldado , eu tentava a disfarçar sempre os meus sentimentos reais, então quando eu ia tomar ônibus e passava perto do Sol e seus amigos, eu fingia não dar importância alguma a ele mas no meu peito o coração tinha taquicardia. Por pouco eu não infartava! Eu ficava mais tenso ainda quando eu notava que estava sendo observado pelo dito. Será que ele conhecia alguém parecido comigo ou o satanás havia ido soprar no ouvido dele sobre mim?  As vezes eu ficava a centímetros de distancia desse rapaz no meio de tantas pessoas no local de embarque, eu procurava me afastar pois eu já estava com sintomas de AVC quando eu o via muito perto de mim. Ao mesmo tempo eu me sentia como se eu fosse um fã perto da sua super celebridade favorita quando ele estava por perto. Sempre que eu tenho sintomas de derrame ou AVC é porque eu me apaixonei, isso é fato! Eu tinha isso quando eu ficava na mira dele. Eu fico mais tenso ainda quando eu acho que a outra pessoa percebe que eu estou tenso por causa dela.
O meu coração bate mais rápido, meu rosto começa ficar espetando como se eu tivesse passado pimenta na cara, as minhas pernas desaprendem a andar, um calafrio na minha barriga surge, minhas costas começam a travar, tenho paralisia, meu sangue parece que fica ácido, enfim, meu metabolismo fica dando sintomas que eu terei um acidente vascular cerebral(AVC), seria o prenúncio do que iria acontecer de ruim?

Teve um dia em que eu entrei no ônibus Pompéia 7272 , paguei a minha passagem , escolhi o meu acento e logo em seguida ele também entrou no coletivo, dei uma olhada rápida como quem não quisesse nada mas no fundo eu estava super feliz. Eu era muito trouxa: eu ficava feliz por um cara que eu nem conhecia estar entrando no mesmo ônibus que eu estava. Eu adorava ficar apreciando aquele rapaz que as vezes parecia um pimentão de tão vermelho devido ao sol: O seu jeito, a sua roupa, o seu corte de cabelo, as suas mãos, enfim, tudo nele me causava admiração. Eu havia cismado com ele e por isso eu o admirava em segredo.
Pois bem, nesse dia ele se sentou num assento afrente de mim mas do outro lado do corredor, eu estava no lado esquerdo e ele estava um pouquinho mais a frente no lado direito. Se eu quisesse poderia tocá-lo até. Então fiquei olhando cada detalhe dele como se ele fosse o meu marido, o meu primeiro namoradinho. Como eu sou retardado, né? Eu olhava tudo nele: do tênis até a sua camisa tradicional sempre de mangas cumpridas.  É tão triste e humilhante gostar de quem nunca poderá gostar de você!
Eu acho que as vezes ele sentia os meus olhares pois as vezes ele dava umas olhadas de rabo de olho e eu fingia olhar pra outros locais. Eu notava que embora suas roupas fossem roupa de jovem , eram roupas de qualidade, do tênis até o seu pulôver que ele sempre usava eu observava tudo pois tudo caia muito bem nele. Bom, teve uma hora em que ele deixou o seu pequeno guarda-chuva cair no chão do ônibus, o guarda-chuva veio parar bem perto do meu pé, eu poderia ter pego e dado na mão dele se quisesse mas aí seria ousadia demais a minha, eu já estava muito tenso  e fazer isso iria me denunciar mais ainda, ficaria obvio o meu desejo pois eu iria ficar tremendo demais, ficaria algo forçado, então me fingi de rogado e deixei que ele mesmo  catasse o guarda-chuva. Quando ele catou ele percebeu que eu estava o tempo todo o olhando. Eu adorava aquele olhos dele, tudo nele me dava vontade de chegar cada vez mais perto. Ele deveria ser uns 4 anos mais velho que eu e eu não o tirava mais da minha mente.

Eu sempre torcia para aquele jovem esnobe que eu apelidara de sol entrar sempre no mesmo ônibus que eu, quando ele entrava em outro por chegar mais cedo que eu no ponto, eu o procurava nas janelas dos ônibus que iam embora do ponto e ficava frustrado.

Eu também me sentia com o sonho terminado e um pouco frustrado quando nós chegávamos ali na doutor Arnaldo, naquela ponte que passa em cima da av Sumaré, na época não existia metrô ali, só o ínicio das obras para construí-lo, era logo depois de terminar o cemitério do Araçá, quando eu chegava ali, sabia que a minha alegria iria terminar, eram muitas emoções, emoções por eu ver também a antena do SBT que fica ali na Afonso Bovero, aquela antena representa coisas muito boas pra mim pois quando eu morava numa casa no Pacaembu nos meus quatro anos de vida, lugar onde eu fui mais feliz na vida, eu sempre tinha a visão daquela antena, ela me lembrava os domingos que as vezes no fim de tarde minha mãe ia passar comigo perto do estádio do Pacaembu, essa sensação gostosa eu só sentiria  adulto na Straße des 17. Juni em Berlin. O primeiro ponto de ônibus da Heitor Penteado chegava e era nele o lugar onde eu desembargava e deixava de ver o sol, eu ficava meio triste por isso.

Eu tinha que pegar ônibus todos os dias, não para ir para a escola, isso era secundário, mas sim para vê-lo. Passar pela esquina da Piauí com a Consolação por volta de 12h10 era um dever sagrado e recompensador pra mim.

Foram passando os semestres e cada dia eu tinha um tipo de encontro inusitado com ele, teve uma vez que “o Sol” saiu de dentro do seu colégio exatamente quando eu estava passando na frente do portão. Ele não era muito alto, era até mais baixinho que eu, me dava uma vontade louca de puxar assunto com ele mas eu me contia.

Então o ano letivo estava próximo de terminar, eu estava perturbado, aquele moço albino me olhava sempre, eu nunca tive alguém na vida para saber quando alguém gosta ou não da gente, eu estava confuso, eu achava que iria perde-lo e nunca mais o veria, e se ele gostasse de mim? Já naquela época eu já reclama por nunca ter tido alguém na vida, eu não iria me perdoar por deixar alguém que eu gostava escapar tão facilmente. Eu tinha a ousadia e pachorra de achar que alguém nesse mundo poderia gostar de mim. Coitado de mim!

Eu queria aquele rapaz pra mim, sim eu sempre fui pretensioso e nunca aceitei o meu lugar de viado sem ninguém. Então, naquela época eu era muito místico, pedi então um sinal de Deus ou qualquer outra entidade que se aquele rapaz , “o Sol”, gostasse realmente de mim, alguma coisa teria que acontecer ao meu redor para me dar essa prova, e se isso acontecesse eu iria em alguns dias me declarar ao sol pessoalmente, era tudo ou nada! Eu fiz o pedido do sinal com muita fé, fiz e fiquei esperando o sinal acontecer.

Pois bem, no dia seguinte eu ainda estava esperando o tal “sinal” , eu sintonizei o meu rádio na rádio Mundial para escutar lições de auto ajuda e ouvir histórias de macumba do além, eu sempre fazia isso perto das 11 horas da manhã. Continuei esperando o sinal já sem muitas esperanças. De repente eu fiquei perplexo, eu prestei a atenção no que falavam no rádio e então surge a Zibia Gasparetto falando bem assim:
– “Olha, ele gosta de você sim, ele gosta mas do jeito dele de gostar!”
Nossa! Aquilo tocou forte no meu peito, era o tal “sinal” divino mandando recado que a “Sol” gostava de mim sim!!! Fiquei muito tenso e comecei a me preparar para o dia seguinte para ir atrás do “Sol” mas dessa vez eu não iria atrás dele quando ele estivesse saindo do Mackenzie mas sim quando ele estivesse chegando lá pelas 7:40 da manhã!
Só de lembrar disso eu já me sinto mal como se fosse hoje!

Então havia chegado o dia seguinte, eu nem havia dormido direito calculando como eu deveria agir.
Então deu seis da manhã, eu me vesti com as melhores roupas que eu tinha(todas pretas) , coloquei um perfume velho e fui andando até chegar em frente ao Mackenzie , do outro lado da rua da Consolação onde o ônibus Pompeia voltava com nome de Patriarca. Fiquei em frente ao ponto de ônibus tenso como se fosse uma usina elétrica inteira. Eu estava com uma sensação horrível igual a de quem fosse pular um prédio de 30 andares. Cada ônibus com o nome de Patriarca que parava e ameaçava sair alguma coisa albina de dentro dele me dava muita taquicardia.
Meu pai! Que besteira eu iria fazer!

Paravam vários ônibus com nome de Patriarca ali, eu ficava quase infartando. Então uma amiga minha da época de outro colégio que eu frequentava, passou ali em frente ao ponto e ficou feliz de me ver, coitada, eu falei com ela mas eu estava nitidamente tenso, nem dei atenção direito a ela e então nos despedimos. Eu estava com um olho nela e outro olho nos ônibus que ali paravam.

Onde a seta vermelha aponta era em 1998 um ponto de ônibus, hoje ao lado fica uma estação de metrô do Mackenzie, na época era inimaginável tem um metrô ali. Era por ali que o ônibus pça Patriarca chegava, era por ali que o menino sol também chegava de manhã. Foi aqui que eu levei o primeiro fora de toda a minha infeliz vida.

De repente um ônibus Patriarca começa a parar, algo de cabelo muito claro estava dentro dele e de longe eu via, eu estava morrendo de medo, o ônibus parou e o “Sol” saiu dele, nesse dia ele nem me olhou, ele estava com uma cara de poucos amigos, usava uma camisa de manga cumprida toda listrada de preto e branco, tipo zebra. Ele sempre usava camiseta de manga cumprida, eu acho que era para evitar raios solares na pele que era muito branca.

Então eu tomei coragem e fui chegando perto dele, ele ficou meio assustado, eu nem consegui olhar pro rosto dele, só olhava para os seus pés gaguejando muito e aí eu disse:
– “Eu queria falar com você, sabe o que que é? Eu queria falar uma coisa mas eu tenho vergonha!”
Ele levantou a mão pra cima e agressivamente não deixou nem eu completar a frase e foi logo dizendo:
– “…Então nem fala!!!

A violência institucional contra a mulher – Justificando
Essa frase ficaria o resto da minha vida na minha cabeça como lembrança do desprezo eterno que essa vida me reservou: “–Ah… Então nem fala…”, “–Ah… Então nem fala…”, “–Ah… Então nem fala…”
Ele exclamou isso, atravessou a rua em sentido ao que hoje é a estação Higienópolis-Mackenzie na rua Piauí e se foi, eu fiquei com uma cara de cu em frente a todos no ponto de ônibus, em plena 8 horas da manhã, eu quis enfiar a minha cara dentro de um cu de elefante e nunca mais tirar, todos ficaram me olhando no ponto  ali em frente à SABESP achando provavelmente que eu era um assaltante. Pois é, se ele mandou eu nem falar, provavelmente ele já sabia que eu era gay e gostava dele que era hétero. Onde estava o aviso de Deus ?
Como diz o ditado: ‘ONDE TÁ TEU DEUS AGORA?’

Eu fiquei triste , abalado e envergonhado , pensei na minha vida que sempre foi assim, sempre fui humilhado por ser um gay que gosta de heterossexuais, sempre fui pisado por gostar de pessoas que me detestam. Não posso me apaixonar por ninguém que sempre é isso, agora humilhado na rua da Consolação entre o Marina Cintra e o Mackenzie as 8 horas da manhã. Foi a pior humilhação da minha vida, ser escorraçado na frente de todo mundo e descobrir que amor é só para outros, para você que é gay é soco, porrada e bomba!

Depois de alguns dias eu decidi ir a um psicólogo para superar essa vontade maldita de gostar de pessoas. Acordei e saí, fui andando até chegar na rua Maria Antônia sentido Higienópolis , fui procurar um psicólogo pra ver se dava

jeito em mim, eu andava cabisbaixo e deprimido pelo fora que  eu havia levado, me sentia doente, sujo, derrotado e doente, então por gozação do destino, no sentido oposto da rua Maria Antonia por um caminho totalmente diferente de antes, estava vindo em minha direção o “Sol” junto a mais dois amigos, era o fim da picada mesmo! Eu nunca pensei em ve-lo nessa rua. Levei um fora de um cara e esbarro com ele na rua quando nem aquela desgraça eu queria ver mais! Ele na hora baixou a cabeça para me evitar, não olhara mais pra mim como antes, eu fiz o mesmo, baixei a cabeça e fiquei com muito ódio!
Eu tinha o meu orgulho e ele poderia ficar tranquilo que eu não iria me humilhar duas vezes por um idiota! Segui e nunca mais eu vi aquele ser.

Esse foi o primeiro de vários foras na vida que eu iria levar.
Que sirva de lição para os outros gays que assim como eu, acreditam no amor por um heterossexual.
Se existe vida depois da morte e se algumas coisas acontecem por acordo que fazemos antes de nascer, teria sido parte de um acordo eu levar fora desse rapaz? Por que ele me olhava e por que eu gosta de olhá-lo também? Alguma coisa de vidas supostas vidas passadas? Algum mal entendido?
Seria tudo armação sacana do hipotético mundo espiritual ou simplesmente uma coincidência maldita?

Só sei que que passaram-se anos e só de lembrar me arrepio de lembrar da loucura que eu fiz.
Como sempre eu viajava no ônibus Pompeia 7272 ouvindo Till Death Do Us Part – Madonna walkman pra ver as ultrapassagens(racha) que nós fazíamos em cima linha Aeroporto 875, sair da consolação e entrar na
Dr Arnaldo na frente dele, essa música ficou marcada na minha mente como a  música do fora do SOL e os rachas entre Pompeia  7272 e Aeroporto 875 que sempre nós ganhávamos… Será que a letra dessa música tem algum recado pra mim? …




 

Veja também:
Espiritualidade gay
O primeiro passo de um mackenzista
Linha 7272 Pompeia
Revista IstoÉ fala sobre O primeiro Amor
Albinismo

 

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