Pra loira bunduda todo mundo olha, agora eu, todo mundo quer que se foda !

Pra loira bunduda todo mundo olha, agora eu, todo mundo quer que se foda !  Mais uma lição da vida!
Hoje eu estava andando na rua, como sempre de cabeça baixa, afinal a minha vida não igual a dos meus parentes que transam com todo mundo.

De repente uma mulher com cabelos misturando tons loiro e castanho começou a andar perto de mim seguindo à minha frente, ela usava óculos cor de mel, trajava uma calça jeans apertada que delineava bastante a sua bunda, ela aparentava  ter uns 39 anos e nem ligava para o seu arredor.

Pois bem, vários homens que passavam em sentido oposto a ela ficavam olhando para trás depois, todos ficavam olhando para bunda dela: meninos novos, velhos, homens bonitos e másculos, motoqueiros e  muitos outros. Eu que estava esperando o farol abrir para eu atravessar, fiquei observando aquela situação me sentindo um lixo humano, um trapo, afinal de contas, aquela mulher tinha atenção dos homens como eu queria ter, eles não falavam mal dela, não riam da cara dela como riem dos travestis, eles simplesmente a olhavam com um olhar de fome, de cobiça, de desejo, só porque a bunda dela estava tendo as formas salientadas pelo jeans claro apertado. Fiquei pensando: é nessa desgraça de planeta que eu nasci, as pessoas olham pra você pelo rabo que você tem. Não que eu esteja censurando quem goste do rabo da mulher, mas pra mim que nunca tive amor, admiração ou cobiça por parte de quem eu admirasse, isso é um soco no rosto. Eu não sei  o que é ser desejado por quem me excite, quando eu acho bonito, simpático e atraente, o cara é SEMPRE heterossexual e homofóbico ainda por cima.

Essa mulher de bunda grande também me deu vontade de me matar! Como eu adoraria andar nas ruas, ser notada, desejada, amada, disputada e poder num dia de monotonia de um feriado, escolher um homem qualquer na rua para eu transar deliciosamente sem ter que ficar me cadastrando em mais de 300 mil redes sociais com perfil falso para conversar de forma lacônica com um macho que me interesse e que depois que descobre que eu sou viado, me larga tipo bosta no pasto.

Estou cheio desse anonimato, estou cheio de não ser ninguém nessa merda, estou cheio de ser mais anônimo do que morcego durante a noite. Eu queria brilhar, ter amor, namoros, dinheiro, apoio, assim como acontece com os meus perfis falsos de mulher, onde todo dia um vagabundo entra me desejando feliz feriado, feliz ano novo, me desejando coisas boas sempre.

Agora na vida real, nenhum filho da puta do caralho olha pra mim me querendo, no máximo um viado andrógeno com cara criançona e rosto desmilinguido me olha, ou então aquelas mulheres folgadas cheias de sacola na mão querendo puxar assuntos idiotas.
Nossa! Como eu detesto essa vida!
Enquanto isso, a manca desgraçada da Maribel fica lá com o cara que eu gosto que é loiro, olhos azuis e rico! Vagabunda!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *