Eu queria ser estuprado

Quando eu era novo e cursava a terceira série do ensino básico em São Paulo, num colégio ali perto do Mackenzie da rua Consolação a minha vida era um inferno! Eu havia pego uma classe cheia daqueles meninos metidos a malandros que adoram provocar os outros para depois dizer:
–“Viche! Vai deixar quieto? Eu não deixava”.
Eu realmente estava numa sala cheia de criaturas grosseiras, meninos que realmente roubavam, gente que arrotava com som 50 decibéis, outros saiam passando de aluno em aluno para bater com uma régua de madeira na mão, quem não oferecesse a mão para ser batida, sofria promessas de linchamento no final da aula.

Pois bem, como eu era viado não assumido na época, os meninos percebiam esse meu ponto fraco e logo tratavam de explorá-lo: me obrigavam a dar o pedaço dos meus lanches, me ofendiam e forjavam situações onde as meninas reclamam qualquer coisa fúteis sobre mim para eles tem a desculpa de brigarem comigo.

Na sala de aula tinha os que mais se destacavam na escrotidão humana: Rodney batia com a régua na mão da gente e depois disso fazia uma performance de samurai simulando lutinhas como se aquela régua fosse uma espada, ele era gordo e todos o chamavam de baleia má! Tinha também o Francisco, um cara metido a saber artes marciais que ameaçava todo mundo e que era o melhor em matemática, mas o que era o destaque da loucura e sociopatia combinadas era um com codinome de “Giba”, eu não irei falar o nome dele aqui por se tratar de um nome fácil de se pesquisar na net e se chegar ao perfil dele no Facebook.

Giba sobia em cima das mesas da sala de aula para gritar e balançar o volume do seu pau dentro de seu moletom solto pra chocar todo mundo, ele fazia isso com uma alegria insana! Giba era loiro, tinha cara de cebola, olhos grandões castanhos, cabelo chanel e sempre estava com um sorriso de sádico na cara. Giba era adolescente muito exótico, não era um cara bonito. Outra mania de Giba era subir nas carteiras para exibir o seu tênis Puma de disco no local dos cardaços, uma ostentação para a época, mesmo todo mundo sabendo que Giba trabalhava vendendo verduras numa quitanda da rua Paim em São Paulo. Pra quem não sabe, a rua paim em São Paulo era tida como o Brookiling americano, todo vagabundo da escola quando queria amedrontar os otários da sala como eu, falava que tinha amigos perigosos na tal rua Paim ou mesmo morava lá. Realmente, a rua Paim sempre meteu medo nos outros por sua fama e Giba não só morava lá como também trabalhava vendendo verduras.

Pode se dizer que Giba era um dos únicos, se não for o único a rascunhar algum tipo de intenção erótica favorável a mim, eu posso dizer que Giba era a tentativa fossilizada a trilhões de anos atrás, quando o universo se formava, de um ser humano macho dar entrada para mim. Giba sempre quando me via ria com aquela cara de sádico e logo colocava os seus braços em cima de meu ombro, como se fossemos amigos íntimos, na verdade eu morria de medo dele.

As vezes eu tinha que ir comprar alguma coisa na quitanda onde Giba trabalhava, ele na cara dura adorava me constranger me perguntando: Por que você anda rebolando? Você não pode andar rebolando heim! Você tem que andar como homem viu! Isso dito com um olhar sorridente de psicopata sádico. Eu tinha medo feito um trouxa eu dizia que não iria mais rebolar para agradá-lo, na verdade todo mundo dizia que eu rebolava mas eu nunca havia notado isso.

Pois bem, teve um dia foi tenso pra mim, eu havia chegado cedo na escola, a sala da terceira série estava lotada, era dia de chuva, a professora estava dando aula de matemática, mais especificamente aula de divisão que até hoje eu não domino, enquanto a professora Guiomar ficava distraída escrevendo no quadro negro, Giba chamou Rodney e mais uma pá de comparsas para me cercarem no fundo da sala de aula enquanto eu estava sentado anotando a lição. Giba, o cara de cebola, contrariando todas a leis da física universal do cosmos todo, puxou a frente de seu moletom em minha direção e com um sorriso sádico de quem estava fazendo a maldade mais divertida do mundo, mandou que eu enfiasse a mão lá dentro, todos os seus amigos estavam me cercando para atrapalhar a visão da professora que não conseguia ver o que acontecia comigo, todos os amigos de Giba também riam muito mas um riso de sarcasmo. Na sala tinha caras que eu me excitavam, tanto é que eu chegava em casa e me masturbava pensando neles, porem Giba não me dava tesão, Giba me dava medo. Eu fiquei perplexo, então esbocei uma cara de “COMO ASSIM?” e perguntei pra que eu deveria enfiar a mão dentro do moletom dele? Então ele ficou rindo e mandou eu enfiar logo a mão pra pegar no pau dele , os seus amigos que queriam ver o circo pegar fogo, reforçavam a ordem que ele havia me dado. Me fiz de desentendido, não o obedeci, as meninas ficavam olhando e ficavam com pena, depois de um certo tempo a professora desconfiou e ficou perguntando o que estava acontecendo ali, foi quando o grupo que estava me coagindo se dispersou. Eu não precisei enfiar a mão no moletom de ninguém.

Bom, eu confesso que eu sempre fui o “Cristo” em todas as salas de aula que eu frequentei, as pessoas sempre tinham prazer em me infernizar, mas aquele dia foi demais! Depois, os amigos de Giba começaram a pegar um tubo de cola escolar para espremê-lo para a cola vazar e eu olhar, eles usarão o tubo de cola para fazerem uma alusão à um pênis ejaculando para me intimidar, eles diziam que no horário do recreio, era aquilo que iria acontecer comigo no banheiro. Eles queriam dizer que iam me estuprar no banheiro! Realmente, isso aconteceu lá quando o universo se formava, eu não consigo acreditar.

Bom, eu pedi para me trancarem na sala de aula na hora do recreio e nada me aconteceu.

Hoje Giba é casado, tem uma mulher sonsa, tem filhos e trabalha no poder judiciário numa alta posição. Eu fico imaginando o que ele agora faz com o poder que tem.

Pelo fato de todos os homens que eu me excitei ou me apaixonei em toda a minha porca vida sempre terem unanimemente me desprezado, me tratando com indiferença máxima, por eu ser integralmente virgem até os dias de hoje, por eu ter chorado por todos os homens que eu gostei a vida inteira, por eu ter sido sempre mais desprezado do que jiló em final de janta, eu deveria eleger Giba como um HERÓI nacional! Eu deveria construir uma estátua para esse cara e escrever nela: “em homenagem ao desbravador da minha amaldiçoada vida(falta de) sexual”. As vezes eu penso que Giba foi o melhor homem do mundo por ousar a romper com a “matrix” e tentar me abusar, na verdade seria um favor e não um abuso um cara me estuprar, afinal, ninguém que me interessa me quer. Eu precisava beijar os pés desse homem em sinal de agradecimento perpétuo. Giba merece uma condecoração por isso! Ate hoje eu fico pensando: como algum ser humano ousou a querer me abusar? Seria ele um anjo? Gente! Vamos todos rezar por essa alma tão caridosa que tentou me fazer o favor de me tornar normal!

Hoje em dia sou eu que tenho vontade de ir lá no perfil de Giba e dizer: “E aí! Vai deixar eu pegar nesse pau velho aí ainda ou não? Quero isso pra ontem! Rápido! Põe o moletom que eu vou pegar no seu pau só de raiva agora!”
Giba até hoje não me é atraente, mas sei lá, de repente, pra quem nunca conheceu um homem, pra quem sempre foi virgem, pode ser que pegar no pau de um sádico seja um divertimento, só pra matar a curiosidade de como é ter uma vida sexual que todo mundo ao meu redor tem.
É serio gente, desejo a Giba muito sucesso e prosperidade na minha vida! Melhor um cara que me pegue na força do que esses merdinhas que eu gosto que escarram no chão quando me olham!
Giba é o cara! Se eu pudesse voltar no tempo, eu iria ser expulso da escola mas eu ia pegar no pau dele por debaixo do moletom assim como quem agarra a primeira chance de ser milionário na vida.

Eu só não vou tentar pegá-lo hoje em dia porque o infeliz tem mulher e filhos, mas se não tivesse, eu ia faze-lo me comer na força! Vem! Mostre a desgrama do seu pau agora e cura a minha depressão , seu psicopata com cara de cebola!

Tinha que se criar um feriado nacional para esse pobre menino que tentou a me ajudar!

 

1 thought on “Eu queria ser estuprado”

  1. o que homem mais faz é trair o casamento com os mais diversos tipos de experiência sexual; e pra alguém que era pervertido, sádico e ainda tem uma mulher que parece sonsa, isso só confirma

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