A ‘nada’ mole vida heterossexual…

Baseada nas minhas andanças no trabalho e nas malditas portas de faculdade.

Na hora da saída da escola ou faculdade (Mackenzie, Cruzeiro do Sul,  Uninove, Anhanguera, UNIP, São Judas entre outras) o bom heterossexual acaba indo para a porta dos malditos barzinhos (No Brasil toda universidade atrai pra si um bando de bar parasita onde reina o consumo má comida e música ruim) , eles vão lá porque no fundo estão fazendo igual ao pavão, se aparecendo através do que mais chama atenção neles que é o automatismo social desenfreado: riem excessivamente, gritam excessivamente, saem do seu centro psicológico de ponderação excessivamente, se expõem à situações ridículas excessivamente e as vezes criam outras maneiras elicitas de chamarem atenção: empinando moto na contra mão, fumando drogas, bebendo, enfim, na juventude heterossexual brasileira não existe limites para se aparecer, é claro, o esforço para eles é recompensador: a troca de carícias e a futura noite de foda(sexo) tórrida com quem eles realmente querem transar! Imagine: você nasce com pais lhe incentivando ser o que você é, com o psicológico de acordo com o seu corpo, sendo aceito por toda sociedade e mídia  para fazer sexualmente quase tudo o que bem quiser, onde quiser! O seu corpo através dos feromônios chama quem lhe interessa sem você precisar fazer muito esforço, você não precisa se passar por mulher no chat do UOL para ter um cara, basta ser si mesma e dar uma de liberal na portinha de um bar de faculdade e pronto!  Chega um monte de cara safado disposto a te saciar sem fazer nenhuma logística. Se você é homem e feio, sendo

heterossexual, não tem problema, basta ser simpático, cheiroso e másculo, mulheres não ligam tanto pra beleza como homens e gays ligam, então o cara encontra, se não encontrar, a cidade está cheia de prédios de puteiros onde homens feios, bonitos, novos, velhos e estranhos vão liberar a sua ‘carga emocional’ e ainda ganham status social com isso.

Pode se dizer que a vida do heterossexual é trabalhar, beber, trepar , ir à eventos esportivos, obedecer aos ritos sociais e dormir, não necessariamente nessa ordem. O hetero encara o trabalho melhor e deve ser mais produtivo pois ele sabe que no trabalho ele vai encontrar alguém para foder que quer foder com ele, não que nem nós gays que nasce predestinado a não ter quem quer, para o hetero, qualquer lugar se transforma em oportunidade de ‘negócios’ sexuais: bar, universidade, metrô, hospital, praia, emprego, igreja, mato, enfim, o hetero vive feliz pois sabe que em todo lugar haverá o risco dele se ‘enroscar’ com alguém que alivie suas ‘necessidades naturais’.

Não é muito raro você ver um heterossexual conversando sobre futebol, cerveja, churrasco e viagem em grupo. Com o futebol ele afirma ser macho e expande o seu círculo social para conhecer mais pessoas que podem facilitar as suas regalias sexuais, com a cerveja ele consegue o álibi para dizer que está feliz e soltinho para ir à conquista sexual de forma mais objetiva e direta, qualquer mal entendido, joga-se a culpa na bebida… Sem falar que a bebida expande as suas relações sociais heterossexuais que consequentemente favorecem a sua ‘agricultura sexual’, com o churrasco ele consegue montar uma isca onde o seus amigos levam suas fêmeas (mães, namoradas, irmãs, filhas, etc) para serem apresentadas , unindo-se a bebida, podemos ter fêmeas dormindo ou dispostas a fazerem qualquer coisa , com a desculpa de estarem sobre influência vulgar do álcool , dentro da casa do dono do churrasco, favorecendo assim um clima orgia: farta comida em troca de sexo farto… Já a viagem em grupo é desculpa para se poder fazer todas as outras coisas que eu citei aqui mas em um local diferente correndo-se o ‘risco’ de ter parcerias sexuais mais exóticas sem muito compromisso.

O heterossexual produz melhor no emprego pois sabe que pode transar com todo mundo nele, sendo assim o emprego torna-se um lugar de entretenimento também, por isso eles nos tacham de antissociais afinal nós homossexuais sabemos que para os gays, emprego infelizmente é só lugar de trabalhar, o gay que ousar a tentar quebrar essa regra sofrerá retaliações sérias de todos os tipos.
A empregadinha tortinha e heterossexual é mais simpática e feliz pois sabe que mesmo velha, o jovem loirinho, heterossexual, bonitinho, masculino até o talo e filho do patrão está doido para copular e mais cedo ou mais tarde irá dar em cima dela com encochadas descaradas e olhares pra lá de maliciosos na ausência dos país. Esse mesmo jovem, na rua, vai bater e matar homossexuais para ganhar status de bravo.
O policial militar ou o soldado, vão trabalhar nas suas profissões perigosas pois eles sabem que a farda aumentará 70% mais a sua visibilidade e produtividade sexual com as mulheres, ou seja, para o heterossexual a vida não é tão chata como é a nossa.

Outro dia eu vi em frente à uma faculdade meninas empinando a bunda ao ritmo do funk que um barzinho oportunista por ali tocava, elas estavam rindo muito e efusivas, sintoma claro de que elas estavam disputando a atenção de algum rapazinho bonito que certamente estava nas redondezas (o macho alfa da faculdade) , eu sei disso por minha mãe, quando ela estava no cio para pegar homens ou meninos novos, fica toda sorridente para eles e fazia brincadeirinhas idiotas que culminavam no contato físico para obter o sexo.

Já nós gays, qualquer esboço de interesse por um rapaz, é sinônimo de tempo fechado, guerra e sangue. Se um cara vê que nós o olhamos de outro jeito, já fecha a cara e convence os outros amigos dele para nos ridicularizar e nos bater.

Realmente, isso me dá muita inveja, muita mesmo! Você que é gay até poderá tentar se enturmar no meio das suas amizades de faculdade, ok, mas ficará igual o gay da primeira foto no segundo parágrafo desse post: sobrando, os homens mais atraentes, loucos e tesudos irão lhe evitar, as suas ‘amigas’ só irão lhe usar como bichinhos de estimação e depois te descartam também. Aquele cara que faz você ficar piscando de tanto tesão pra dar pra ele, esse só dará confiança para as meninas, para você ele não dará nem um olhar, pode reparar quietinho no seu canto, você ele ignora solenemente. Então, compensa se humilhar querendo estar no meio dos heterossexuais para passar vontade e ficar mais infeliz depois de tudo? Eu acho que não compensa!

Nossa! Eu amo aqueles meninos loiros, com cara de maliciosos, de classe média, enjaquetados que ficam bebendo cerveja na porta dos bares, falando futilidades com os amigos, eu adoraria dar em cima de um ou só conversar, mas eu não posso, eu até evito de olhá-los, acabo baixando o rosto com ódio por saber que as meninas, ou mulheres, velhas ou novas, feias ou bonitas poderão ter uma chance sexual rápida com eles, eu não nem morrendo e nascendo de novo umas 14 vezes. É triste mas é assim que é ser gay e gostar de homens de verdade.  Depois têm a pachorra de nos perguntarem por que somos tristes e antissociais, a minha vontade de metralhar quem faz esse tipo de questionamento enquanto esse meu site está no ar para esclarecer tudo, tudo bem que filho da puta nenhum acessa ou compartilha os nossos links, só nos mandam ficar dizendo se achamos fulano gay ou hetero, tudo bem, mesmo assim temos o Google que é uma boa maneira desse nosso sofrimento chegar ao conhecimento da humanidade, mesmo assim, o engajamento é muito pouco. É uma lástima! Parece que só eu vivo isso! Eu não entendo!

 

7 thoughts on “A ‘nada’ mole vida heterossexual…”

  1. Eu já fui em baladas héteros e me fez muito mal, você vê aqueles jovens se pegando com tanta facilidade, você fica imaginando o quanto aquele beijo é bom, o quanto aquela pegada é quente…mas quando cheguei em casa me senti uma planta que não é notada por ninguém, já chorei em situações como essas. A gente sente um vazio tão grande, uma dor que não passa. Parece que a gente nunca vai ter uma vida completa, afinal nós não podemos viver nossa juventude plenamente.
    Por favor, escreva sobre baladas gay. Eu fico pensando como esses caras conseguem ficar com alguém tão parecidos com eles, digo bombados com bombados, modelos com modelos. São relações muito egocêntricas, é como duas amigas que vivem juntas e dividem suas frustrações, seus gostos, parece uma relação de tanto companheirismo que fica difícil imaginar uma relação
    sexual…diferente das relações heterossexuais em que os opostos se atraem.
    https://www.youtube.com/watch?v=xxM6-TZ6Cvk

    1. Eu nunca fui e nunca quis ir em balada gay, certamente eu iria passar raiva.
      Já nos eventos heteros, eu sinto inveja, me sinto um lixo.

  2. Eu to fazendo um curso e nossa é horrível do caminho da minha casa até esse lugar. Tem que pegar trem e metro, e eu vejo aqueles meninos que vendem coisas lá, até a voz dos caras me excitam, masculinidade pura. Fica gritando, todo espaçoso, cheio de si, confiante. Eu já encontrei no caminho também um skatista loiro de olho azul que quase cai pra trás de tão tremulo que fiquei, e o desgraçado ficou me olhando (Parece que adivinhou essa praga) masss aí quando penso que nasci homem tenho vontade de chorar, não tenho chance com ele. No caminho é casal se agarrando no metro e abraçado no trem… que lastima, fracasso na minha cara. E o pior de tudo é no curso o professor falando nada com nada dizendo que ”basta querer pra voce ter tudo o que voce quiser”, ”Seja bondoso com todos” ”Amizade vale mais do que dinheiro” é cada merda que eu ouço, só frase vazia. Por acaso um playboyzinho precisa dessa agenda toda? ainda bem que é só 10 dias que tenho que aguentar isso.

    1. É Gustavo… Eu entendo muito bem o que é isso: ser tentado o tempo todo, ver aquilo que nós cobiçamos o tempo todo de forma intensa e termos que ficar calados pra não apanhar… Dói, é uma dor triste e solitária, ninguém vai se comover com ela. Vira e mexe , uma vez ou outra na vida passa por nós um hétero lindo que nos olha, ou porque nos acha parecido com alguém que ele conhece ou encara para demonstrar que é mais forte que nós. Como nós nunca tivemos alguém na porca vida, nunca se quer fomos paquerados, então achamos que aquele olhar é algo positivo quando não é. E realmente, parece que assim como bichos predadores, eles percebem a nossa cobiça e a nossa fraqueza, parece que o Satanás vai lá pessoalmente no ouvido deles dizer:
      — Olha lá, o cara é viado e está querendo algo com você! Repare no jeitinho de bichinha dele pra vc!
      É incrível! Eles percebem! Eu prometi a mim mesmo que não dava mais em cima de nenhum vagabundo de perto do meu circulo social, mesmo assim, tem uns caras que percebem e no outro dia te olham com ódio mesmo você não tendo feito nada para eles.

      Eu sei exatamente como é ser assim, condenado ao ostracismo e viver no meio da ‘pegação’ brasileira dos felizes e privilegiados, é horrível, é triste, dá depressão hardcore mesmo. Eu nesses casos penso logo em me dar um tiro na cabeça. É na TV, nos bares, na nossa família, em tudo a sexualidade vigorosa deles aparece para nos lembrar que somos um lixo.

      Também sei exatamente como é isso de ser desprezado por todo mundo e ainda terem a pachorra de nos cobrarem postura social bondosa e fraterna… Meu amigo, graças a tudo isso, eu não tenho postura social nenhuma, eu quero é mais que criança, velho, novo, adulto, mulher e homem se fodam! O meu sonho é ver um casal de namorados felizes ser baliado ou atropelado na rua tendo fratura exposta, eu ia morrer de rir em segredo, graças a esse ‘presente’ que a vida me deu, aprendi a ser assim, frio, não ligo mais pra tragédia de ninguém, assim como os heteros não ligam pra mim.
      ‘Amor’ com ‘amor’ se pagar!

  3. como odeio os casais gays que se parecem (99%) irmaos ou parentes sei lá é estranho e não entra em minha cabeça, e o pior é ver que estão sempre procurando outro homem para se realizarem sexualmente porque ambos provavelmente ou não mantém relações ou tem a mesma posição sexual

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